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Fanfic - A Confusa História de Mari Ming Onnett


SrBelmont
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Muito bom, eu particularmente adoro as historias do jogo

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  • 1 month later...
Em 16/06/2016 at 6:47 PM, SrBelmont disse:

aaah... bom saber que gosta do Sieghart... tenho uma surpresa muuuuito especial pra ele hehehehehehehehe

 

cade ? cade ? cade ?

 

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  • 3 weeks later...

Ei amores. Como estão?

Espero que não tenha deixado voces demorando muito. Mas está aqui mais um Cap da Fic. Só... aviso que... tem mais por vir...

Um bjão enorme pra vocês.

Ah e... quem quiser me add la no Game, tive que mudar um Montão de coisa, add la: MrBelmont

 

                                                                                                                                                

                                                                            A confusa História de Mari Ming Onnett

                                           Cap 7: Recuperamos as essências e eu... recupero algo mais...                                                                                                        

 

 

Aparentemente, a árvore divina estava entrando para análise na página de itens bizarros do mundo, porque ela era bem medonha.

A julgar pelo seu design, estava bem assustadora. Dava para perceber que os ramos sofreram uma mutação extremamente violenta para estarem de uma forma mais corrompida, literalmente, para se tornarem cabeças vivas e monstruosas, com uma cabeça central, que provavelmente era o “Cérebro” dela. Percebi também que havia pedaços de vinhas bem grossas, como as que estavam instaladas no córtex cerebral do DK-mark III, porém igualavam a artérias corporais devido a espessura e que executava as contrações para passagem do fluxo sanguíneo.

- máquina de processamento perfeita que utiliza duas formas de combustível. Uma está no centro dela, e a outra é a hidráulica. Porém essa água… está com algum agente infeccioso – resmunguei baixo, porém Sieghart havia me escutado.

- Como você consegue… ah sim. Agora eu entendi.

Deu para ver que ele percebeu o que havia de anormal naquela água: algumas concentrações pequenas de lodo, porém com uma cor escura e com pequenos pedaços de flagelos feitos de cipó, demarcando que aquilo parecia vivo, embora não alterasse a coloração natural do rio, porém o seu centro… podia sentir alguma coisa poderosa vindo de lá, e que era tóxica ao mesmo tempo.

- Argh! – A cabeça do meio rugiu para nós, assim que estávamos em seu raio de visão.

- O que?! – Lire se espantou – essa é a Árvore Divina? Que medonha?

Também foi a surpresa de todos, inclusive a minha, porque estava esperando algo que se enquadrasse no reino Plantae e não uma criatura viva que rugia e tinha uma pequena prole conectada.

- Acho que Gaia está presa na Árvore Divina! – Ryan Apontou e para variar, minha hipótese estava certa. Do centro, pulsava uma energia amarela incomum igual batimentos cardíacos. Como se em vez de estar compartilhando, estivesse drenando a energia da Deusa, se é que ela estivesse lá dentro.

- Agora entendo perfeitamente porque a floresta da vida está tão alterada – desabafou Ronan que pegou sua égide e olhou para frente com uma face de observador, até que Arme tomou a frente e ergueu o cetro. Ela desejava coletar a energia ao redor para saber o que estava acontecendo, e a julgar pela sua cara, ela conseguiu a resposta.

- Para salvar Gaia, vamos precisar parar essas horríveis cabeças…

- Isso é facinho! – Elesis Guardou seus sabres e pegou sua espada – Colocar abaixo uma árvore feiosa, que seja! Vamos lá!

- então será agora! – Lass e Lire aproveitaram e executaram um salto com uma altura bem… desejável, indo em direção a cabeça do centro, que seria por raciocínio lógico: o centro de maior poder da Deusa Gaia.

Um movimento previsto pela própria árvore, porque ela abriu a boca e soltou um rugido muito alto. A julgar pela frequência Sonora daquilo, o oxigênio carregado dali se tornou uma parede de repulsão espessa, exercendo força tremenda ao sentido contrário dos dois, porque eles foram impactados por aquilo de uma maneira forte e juntando os cálculos de física sobre aquilo…

- Ah céus! Alguém se coloque na frente de cada um! – Por instinto, gritei para o grupo, que me ajudou. Ronan saiu em disparada atrás de mim, porque sabia que a queda seria em um local a poucos metros da arvore divina, de acordo com meus cálculos. Paramos e abrimos os braços, os dois esbarraram em nós com uma força bem violenta, notável porque se os dois tivessem ido ao chão, não teriam sobrevivido.

- Desculpa Mari! – Lire me olhou atônita – como você…?

- só sabia – respondi rapidamente – temos que tampar a boca dessa coisa para que não ocorra isso de novo.

- então vamos atacar a distância – Lass lançou duas shurikens em seguida, considerando que levantou rápido do impacto. Procuramos observar se faria algum arranhão na árvore divina. Fizeram, porém ela se regenerou em apenas três segundos.

Ryan assobiou, impressionado

- Bem… agora temos um problema. Se a arvore se regenera desse jeito, precisamos inibir esse processo regenerativo.

- TODO MUNDO! CUIDADO! – Arme gritou para nós bem a tempo de quase sermos abocanhados pelos galhos da árvore divina.

- OLHEM O CHÃO! – Amy Sinalizou e um total de três espinhos brotaram da terra querendo nos apanhar.

- O que enfrentamos na floresta, parece ter vindo de maneira redobrada e mais acelerada. – Elesis Observou.

- Agradeça por não ter nenhum DK-Mark ao redor para nós atrapalhar – Jin arrumou sua manopla.

- Estão querendo trocar um parafuso por um prego – observei de maneira calculista e fria – não é preciso DK-mark aqui, a arvore faz tudo por si só.

- Verdade – ele concordou comigo – então precisamos nos dividir para atacar essa árvore, quem sabe com vários golpes simultâneos em diferentes partes dela e ai… Ela vai encontrar dificuldade para nos atacar…

- Não sei… mas acho que isso não vai dar muito certo – Lire opinou – a regeneração dela é muito alta e não é interferida por nada, nem por ataques simultâneos.

Ficamos meio à deriva, desviando dos ataques da árvore e de algumas vinhas venenosas monstruosas que perambulavam pelo local. Havia vezes que eu podia ver um organismo vindo da própria árvore da vida, que executavam as vinhas para criar nuvem de ácido orgânico para drenar nossa força vital.

- BOLA DE FOGO! – Arme atirou em direção a arvore e daí, pudemos idealizar o que deveria ser feito.

A bola de fogo foi em direção a ela, porém, bateu na cabeça de um dos galhos, não se desfez e seguiu para a arvore, que recebeu a bola de fogo, porém, deixou um dano maior e não houve regeneração por parte da árvore divina.

- é isso! – Sieghart olhou para todos – Precisamos atacar os galhos e em seguida atacar a árvore. Ela se regenera rápido porque está intacta.

- Já sabem o que fazer pessoal! – Elesis gritou para todos.

E nos dividimos. Nos espalhamos para atacar por igual os galhos e a Árvore. Sieghart e eu decidimos atacar juntos, enquanto os outros se dividiam em pares e trios. No centro, Ficaram Lire e Arme para lançar ataques mágicos e físicos a distância.

- CHUTE COREOGRAFADO! – Amy lançava uma série de chutes em cima da cabeça do galho

- ONDA PSIÔNICA! – Jin lançou uma onda de energia, seguida de uma explosão pequena de oxigênio.

- CORTE DIVINO! – Ronan se aproximou do galho com um corte em sucessão. Iria ser abocanhado se não fosse pelo escudo que bloqueou o ataque.

- Perdoe-me Árvore Divina, mas… - Ryan Hesitou um pouco e girou seu machado três vezes – LÂMINAS GÊMEAS!

- CÍRCULO DA MORTE! – Elesis pulou em cima de um galho, sorte que executou um passo falso para se proteger, porque ele iria abocanha-la de imediato.

- GOLPE FINAL! – Lass saltou e atirou ondas de energia em cima de dois galhos de maneira simultânea.

Enquanto que Lire e Arme se uniram para lançar feitiços bombásticos em frente a arvore divina. Por um segundo, pude ver que elas saltavam periodicamente, por causa dos espinhos que vinham diretamente do chão. A maga colocou sua mão esquerda a frente e juntou toda sua energia e seu cetro na mão direita. Sua arma respondeu aquilo com um brilho muito intenso e carregado.

A elfa por sua vez, não desejou ficar atrás e saltou. Duas asas brilhantes e verdes saíram de suas costas, executando uma transferência de energia muito grande por sinal.

- DISPARO ACELERADO! – E rapidamente, cinco flechas explosivas bombardearam a parte frontal da árvore.

- METEOROS! – Arme rapidamente girou o cetro e o estendeu. Vários projéteis atingiram a parte das costas do galho central, fazendo com que a arvore começasse a rugir, aclamando a dor, porém, regenerando parte do dano sofrido.

- Precisamos nos apressar – Sieghart olhou para mim enquanto nos dirigíamos a um galho que estava rente ao chão.

- Certo! – respondi rapidamente para acompanhar o embalo.

Quando vimos, a cabeça se estendeu e tentou abocanha-lo. Ele se esquivou e lancei uma partícula Azul em cima dela. O sinal que acertei, foi o seu rugido e sua cara de desapontamento.

- Mari, você pode me ajudar com magias a distância já que não possui algo afiado – observou Sieghart com preocupação, mas foi em vão.

- Algo para cortar? Hm… é melhor se afastar imortal – avisei a ele.

A Sorte era que eu podia contar com meu corpo para certas conjurações, porque… já sabia o que deveria fazer. Abri meu manual e reuni toda a energia possível em um ponto específico: minha mão esquerda. Subitamente, eu a estendi e liberei tudo no formato de um vórtice esférico composto de energia eletromagnética densa e ao mesmo tempo, com um caráter totalmente magnético, porque itens compostos de ferro em minha pequena mochila, saltaram e foram direto para o núcleo do vórtice. A fase final do processo de hibridização da arma foi quando o próprio se tornou denso e quente, até que um brilho ofuscou e o vórtice sumiu. O resultado foi que Sieghart me olhou bastante atônito, me fazendo rir um pouco.

Quatro adagas surgiram flutuando e com uma rotação aerodinâmica incríveis e se alocaram em minhas costas, de maneira sincronizada e perfeita. Eu sentia que aquelas quatro adagas eram densas demais e não podia segurar e estabiliza-las por muito tempo, porque exigia minha total concentração e havia um contrapeso que me impedia de ficar muito com elas: a energia mágica que tinha uma cinética muito inconstante. Me alegrei porque as fiz conforme os desenhos e os cálculos de medida que estavam em meu manual, havia uma parte em sua haste que era para algum encaixe. Estava com uma sensação familiar de que essa arma deveria ser estabilizada o quanto antes, porém a energia mágica do usuário não teria a quantidade de volts o suficiente para tal feito, devia ser algo mais potente, que tivesse o valor de energia necessária para contrapor as adagas.

Segundo minhas anotações, aquela arma era chamada de W.D.W, uma sigla pequena para Wing Drive Weapon. Ou… arma de condução voadora.

- você tinha adagas afiadas e não me contou?

-  me abordando com o tom de surpresa… - eu o observei de maneira convicta, porém com um leve sorriso no rosto. – vamos lutar juntos contra essa árvore.

- pode manter essas adagas circulando o tempo todo? – ele chegou perto de mim e subitamente, comecei a me sentir um pouco mais confiante.

- infelizmente não. A densidade mágica da minha arma é pesada demais para eu manter ela comigo. Vamos logo antes que desapareça!

- Certo! – ele iniciou a investida, e eu como sempre, estava atrás dele.

Ele retornou o combate com o galho brandindo a sua lamina contra a parte da cabeça, ela rugiu e foi para a direita. Embalei meu corpo para correr contra ele e comandei minhas lâminas para o ataque. Rapidamente elas se dispersaram se alojando em partes variadas do galho, ele rugiu em desapontamento e alegando dor.

O galho tentou atacar com uma mordida, obviamente brandindo seu maxilar contra nós, mas acabou que ele acertou o chão e prendeu seus dentes na terra. Não perdi tempo e executei alguns cortes com minha W.D.W de uma maneira rápida e precisa.

- ESPADA BUMERANGUE! – Sieghart alinhou seu corpo e lançou o bumerangue magico, fazendo com que o galho começasse a soltar seiva.

- ARRASADOR! – lancei minha magia com força e a monstruosidade ficou um pouco lúcida

- DESTRUIDOR DE ARMADURAS! – Sieghart executou a técnica de uma maneira dançante. Não sei porque mas senti que podia complementar a técnica.

 Assim que a cabeça fez um movimento de se elevar, eu me adiantei. Fiz um movimento para cima com minha mão e as laminas executaram um corte no sentido superior, aumentando a dor do galho, e logo apontei para frente. As quatro laminas se fixaram e se prenderam nela, tempo o suficiente para o Imortal começar um combo de chutes junto de sua arma.

- MEGA IMPACTO! – E no último golpe, que foi retilíneo, ele perfurou a cabeça monstruosa, e ela caiu no chão, sem força alguma.

Minhas laminas sumiram dez segundos depois, me deixando um pouco animada em saber que tudo ocorreu no tempo certo.

Assim que aconteceu isso, meus companheiros conseguiram acabar com as cabeças, com muitos hematomas no corpo, natural para uma floresta que estava toda corrompida.

- CORTE VENENOSO! – Lass utilizou sua habilidade e danificou duas cabeças ao mesmo tempo.

Acidentalmente, a cabeça maior rugiu, o jogando para um pouco longe, e fez aparecer ao nosso redor, alguns pilares de luz.

- eba! Feitiço de cura! Maravilha! – Amy saiu correndo e tocou o pilar. Vi que todos começaram a se curar, e ao mesmo tempo a arvore sofria o mesmo processo de regeneração e algumas cabeças estavam começando a despertar e atacar a todos.

- Feitiço o caramba! – Exclamou Arme que logo conjurou mais uma leva de projeteis oriundos do céu, ou como ela chama: Meteoros. – é os poderes de gaia se manifestando, mas a arvore corrompe!

Todos puderam entender a corrupção que estava acontecendo ali. Mas ninguém precisou se preocupar porque Ryan conseguiu acabar com o último galho a tempo, para sobrar apenas a cabeça grande.

- Mais espinhos! – Ronan avisou e aquilo me ajudou a voltar ao foco, porque um dos espinhos brotou aonde eu estava e quase me machucou.

- Pessoal! Que tal a gente focar nossos ataques em um ponto agora? – Lire nos chamou, e automaticamente todo mundo se virou para ataca-la.

- agora vou ter o orgulho de gritar: MADEEEEIRA! – Sieghart ironizou e percebi que seus olhos estavam brancos, e uma aura roxa o circundava ao mesmo tempo.

Tinha total certeza que aquilo era a fúria dele. Mas não sei porque… aquilo me era familiar… e não tinha medo nenhum, também porque ele me olhava com uma face estranha, tipo como se fosse um guardião meu, iria utilizar força bruta e ao mesmo tempo, tinha sentimentos no meio.

A elfa Lire também estava com a mesma coisa de trocar de armas de Ronan, porque ela tirou um arco de cedro pequeno no bolso, deu dois tapinhas e ele se tornou um arco muito grande.

-Aff! Porque todo mundo pode trazer suas armas e trocar no meio da batalha em? Até a Lire trouxe sua Balista! – Amy reclamou pisando duro no chão, acidentalmente chamando um espinho para si e se machucando um pouco na região do pé. Ela começou a rolar no chão de um lado para o outro, reclamando de dor, obviamente.

- Epa! Deixa comigo! – Jin saiu correndo e interviu com uma poção de cura. Ela o olhou como um grande herói e deu um pequeno beijo em seu rosto, deixando o lutador com uma cara mais contente.

- acho que eu não fui a única – a Elfa observou e logo que alguns começaram a trocar suas armas. Arme Jogou o Cetro para o alto e ele se expandiu em um cajado que emanava uma enorme força mágica. Ryan pegou seu machado e recitou algo em élfico para ele encolher. Logo pegou um projeto de foice pequena. Mas aquilo havia um orbe verde na região da lamina, que a deixava emanando energias da terra. Segundo Sieghart, aquilo ali se chamava Gadanha.

Lass e Elesis foram os últimos a trocar de arma. Lass pegou uma katana pequena em seu Bolso, e a cavaleira pegou em sua mochila, um item que parecia uma borda lisa de metal. Ela deu dois tapinhas e aquilo se expandiu de maneira drástica, tendo uma largura bem grande, obviamente um peso maior e um comprimento maior do que a usuária.

- Arrebenta esse Montante Novo! – Ela vociferou feliz demais.

E seguimos em frente. A arvore Rugiu bem alto e o núcleo de energia amarelo emanou uma luz muito intensa. Rapidamente, começou a chover um liquido vermelho, e pra variar, começou a aumentar a temperatura do local, fazendo com que todos, inclusive eu, começássemos a reclamar de coceira intensa, e nossas feridas começaram a se abrir…

- NÃÃÃÃÃÃO! ISSO É INACEITÁVEL! A MINHA CHAPINHA VAI SE DESFAZER! – Amy gritou praticamente chorando.

- Mari! – Ronan me olhou desesperado – você é a especialista do nosso grupo! O que é isso?!

Por mais que eu estivesse molhada, levantei minha mão e deixei cair um pouco do liquido nela.  Pude ver que ele tinha um tom bem escarlate, tinha cheiro do ácido orgânico, porem reagiu com alguma substancia alcalina natural para não ficar o pH tão baixo, a ponto de corroer nossa pele, isso era para nos machucar ao longo do tempo. E havia um segundo cheiro, que foi o principal para saber o que era: Ferro.

É Claro! Hemoglobina precisa de Ferro então…

- Isso é uma Chuva de Sangue! – Gritei – Vamos terminar logo com isso para não nos afogarmos, ou morrermos de feridas dolorosas!

- DEFESA MÁGICA! – Ronan criou uma área brilhante, que no qual fez surgir várias proteções circulares ao nosso redor. Obviamente era um movimento sábio que não iria durar muito.

E por fim, todos decidiram focar seus ataques no núcleo central da árvore, Apenas Elesis, Lire e Arme que focaram suas habilidades na cabeça da Árvore.

- FÚRIA DO DRAGÃO!

- IRA CELESTIAL!

- RAJADA DE VENTO!

- ESPÍRITO DA LÂMINA!

- CORVO CELESTE!

- GOLEM DA TEMPESTADE! – Um espectro com uma lança de duas pontas surgiu, investindo com uma lança de duas pontas no núcleo. O Rugido intenso da árvore da vida era sinal que estávamos perto de libertar a Deusa.

- SIMBOLO DA BELEZA!

- FIM DOS DIAS!

Todos se afastaram um pouco porque o brilho da região ficou mais intenso. Por teimosia, decidi que era a minha vez de lançar minha técnica.

- RAIO LASER! – lancei meu protótipo voador até a região. O Laser atingiu de maneira vertical o local, proporcionando Dano em mais locais. Concentrei todas minhas energias para intensificar o poder do raio, lançando ondas de Mana em direção ao meu protótipo até sobrar nada de Mana em meu corpo.

Por fim, Sieghart acumulou sua fúria em um pequeno vórtice nas mãos e liberou o restante na forma de um tornado com chamas Roxas.

- IMPACTO MORTAL!

As raízes da árvore foram afetadas. Ela rugiu e baixou a cabeça, atordoada devido a tantas técnicas poderosas. Finalmente, sentimos uma rajada de vento bem forte percorreu toda a floresta, e aonde esse vento passava, a floresta ia se recuperando e todos os agentes maliciosos começaram a ser destruídos por brilhos intensos, oriundos da energia da Deusa da Vida. Pude respirar com mais facilidade e sentia o ar puro correndo, sinal que a floresta foi restaurada as suas devidas condições.

- Cuidado pessoal! – Ryan nos avisou porque a árvore começou a mudar de maneira mágica. O formato da árvore começou a retornar e o núcleo amarelo se desfez em uma pequena explosão com um cheiro bem agradável de lavanda. Pude sentir uma onda cinética percorrendo meu corpo… podia ter a certeza que meus companheiros também sentiram, porque os rastros da chuva de sangue foram apagados e voltamos ao normal. A justificativa era Amy sorrindo até as bochechas, porque seu cabelo ficou normal.

- ah… o feitiço foi removido – Disse uma mulher de cabelos loiros bem cuidados, e com uma coroa de flores, feitas com ramos de cipó e algumas espécies raras de Lavanda, porque ela estava exalando um ótimo perfume, Com certeza era a Deusa da vida, Gaia – Obrigada. Se não fosse por vocês, a floresta teria sido alterada de forma maligna para sempre. E se não fosse por vocês, a árvore divina e eu estaríamos eternamente integradas e corrompidas a essa altura.

Ryan Sorriu para ela, Deixando todo mundo respirando de alívio.

- Ufa! Ainda bem que não chegamos tarde!

Todos celebraram, e Elesis se adiantou, com uma cara bastante curiosa.

- Posso fazer uma pergunta? É mais curiosidade mesmo… é que… Periett estava muito preocupado com você. Não vimos nada assim entre os Deuses… Qual exatamente a relação entre Vocês?

- Ah… Bem… Então… Tipo assim… - Ela ficou um pouco corada assim que Elesis fez sua pergunta. Olhei para a Deusa e ela me voltou com um olhar de Igualdade. Não sei porque, mas me identifiquei com ela com… a reação quando víamos uma certa pessoa. Deu para reconhecer que ela aceitava o que ela estava sentindo, mas estava ficando acanhada para responder… Era diferente de mim… que era pura confusão…

- Não é não Mari… isso eu posso te dar certeza – Escutei uma voz lírica em minha mente. Olhei em volta querendo saber quem estava tendo a mesma frequência que as ondas sonoras do pessoal para isso.

- Relaxe garota… sou eu, Gaia – Olhei para ela e fiquei um pouco mais salientada – posso ver que se identifica comigo com isso. Mas o seu não é incerteza, é convicção pura, você só não quer se entregar totalmente.

 

 Eu Confesso que agora eu poderia estar agradecida demais com duas conselheiras amorosas… Primeiro Amy, agora a Deusa? Já estava de um bom tamanho isso…

- Eu… eu não…

 

- É sim. Eu não posso prever o futuro, mas uma coisa posso lhe dizer: tudo em nosso mundo tem um preço. Sei que mais para frente, alguma coisa ou alguém vai fazer você pesar na balança… para fazer algo pequeno que pode mudar o mundo.

 

- como? – isso era muito estranho para mim, mas acatei todas as palavras dela porque… poderia estar um pouco ultrajada, mas o que ela deveria sentir por esse Deus Periett …era algo humano e coletivo, eu não podia escapar disso.

- os sentimentos cobram um preço alto demais de nós mesmas para serem mantidos, até mesmo a vida e a morte, por isso são parecidos: o preço que é destrutivo demais para pagar. Então… por favor aceite essa minha graça em forma de conselho, grande guerreira… aceite o que tem dentro de você!

Eu sorri para ela, como forma de agradecimento formal. Ela percebeu e retornou com o mesmo gesto, mesmo estando conversando com Elesis.

- Não temos tempo para isso! – A deusa pestanejou. - A sua próxima parada é o Templo da Sintonia, aonde Thanatos está… tomem cuidado!

Ela retirou um orbe Roxo de dentro da Árvore e entregou a Sieghart.

- Aqui. Levem isso.  Minha essência pode Ajudar.

Ela pediu licença e se retirou em forma de uma rajada de vento com algumas folhas. Dava para presumir que ela devia ter ido verificar o Restante da floresta.

Ronan pegou sua mochila e a abriu, prendendo minha atenção e a dos outros. Ele colocou quatro orbes brilhantes no chão e adicionou a essência de Gaia no final… Podia ver que aqueles orbes eram… eram…

- Hm… Então temos todas as essências – Sieghart observou aquilo tudo como um analista

Quando ele disse essências… aquilo começou a criar eco em minha mente, porque senti que escutei aquela palavra umas cem vezes…

- Essencias? Ah! Oh! Essas são elas? – exclamei assim que vi. Não sei porque mas elas me pareciam familiares até demais…

Sieghart me observou com maior atenção ainda, como se o que eles tinham recolhido não fosse nada interessante para ele.

- Como pode? Pedaços da Pedra da Alma… mas porque estão com pouco poder?

“Afastem-se todos! A Destruição é iminente agora! A explosão vai ocorrer daqui cento e vinte segundos devido à instabilidade de reação da Pedra da Alma! Aqui é seu rei Hadunak falando! Se afastem de Calnat! Se afastem de seu primeiro Ministro Bardinar!”

Consegui escutar em meus pensamentos a transmissão de rádio e não tinha entendido o que eu tinha acabado de falar. Não sei porque mas senti que aquela voz era muito familiar para mim, e logo… comecei a ficar tonta...

Comecei a ver algumas imagens que não faziam sentido para mim… a mesma explosão aparecendo, porém com um tom bastante azulado e logo me veio a figura do Vilão Astaroth, que Arme havia me mostrado quando nos conhecemos. Mas em minha tonteira, sabia que conhecia ele de algum lugar, ele não me era familiar com esse nome… ele… era… ele…

- Ah… Bardinar… Calnat… - resmunguei. Assim que disse esses nomes, uma imagem de um castelo veio em minha mente, mas com aparatos que sentia muita conexão com eles. Logo coloquei as duas mãos em minha cabeça, porque senti uma forte dor de cabeça. Em um instante, vi uma pessoa me empurrando para alguma coisa… parecendo uma cabine… que tinha uma forma de… cristal…

"Minha filha, você é a nossa única esperança! Duel construiu isso para você e deve funcionar! Isso vai lhe deixar intacta enquanto o inevitável acontece! Você será a última de nosso povo! Você será a última tecnomaga! Volte até nós logo!

o homem que disse no rádio me olhou nos olhos e logo fechou o compartimento…

Compartimento? O que? Aquilo que aconteceu era… e aquele cara era… era…

- Áh… o que? – Pensei alto e logo meus joelhos se dobraram ao chão. Pude ver, com pouco foco, Sieghart correndo até mim, como se já esperasse essa reação, e não veio com um olhar de amor...

" Mari... eu... eu te amo..." Não sabia a razão, mas pude escutar essa frase em minha mente... e sentia que ela era antiga... e a voz era do imortal... mas estava me sentindo fraca... não conseguiria ficar de pé por muito tempo...

Eu desmaiei.

                                 

 

         

Edited by SrBelmont
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  • 3 weeks later...

Esperando cap 8 !   achei essa coisa de por nome das skill muito top deu ate pra imaginar como foi ^^ muito bom essa fanfic esperando continuação :gc17:

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5 horas atrás, llllCastiellll disse:

Esperando cap 8 !   achei essa coisa de por nome das skill muito top deu ate pra imaginar como foi ^^ muito bom essa fanfic esperando continuação :gc17:

Obrigado :) . Irei mandar o mais rápido possivel

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  • 1 month later...

Gostei da historia, porém gostaria de esclarecer uns fatos:

“Afastem-se todos! A Destruição é iminente agora! A explosão vai ocorrer daqui cento e vinte segundos devido à instabilidade de reação da Pedra da Alma! Aqui é sua rainha Hadunak falando! Se afastem de Calnat! Se afastem de seu primeiro Ministro Bardinar!”

 

Hadunak Mu Onette , é o REI de Calnat, pai de Mari, e não rainha >v<

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10 horas atrás, Hadunak disse:

Gostei da historia, porém gostaria de esclarecer uns fatos:

“Afastem-se todos! A Destruição é iminente agora! A explosão vai ocorrer daqui cento e vinte segundos devido à instabilidade de reação da Pedra da Alma! Aqui é sua rainha Hadunak falando! Se afastem de Calnat! Se afastem de seu primeiro Ministro Bardinar!”

 

Hadunak Mu Onette , é o REI de Calnat, pai de Mari, e não rainha >v<

eita... quando eu tinha lido sobre, eu tinha visto que ela era rainha... asuhaushas. mas da pra consertar

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A mãe da Mari não é citada na história. 

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17 horas atrás, Hadunak disse:

A mãe da Mari não é citada na história. 

Mas vou fazer ela aparecer, nem que seja de maneira indireta rs

 

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  • 1 month later...

Quero mais capitulos pf

Fiquei viciada na historia, é perfeita. Parabéns.

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  • 2 months later...
  • 4 months later...

@SrBelmonEstou de volta, ainda espero minha primeira edição do livro quando for lançado, cade a continuação ? desistiu, nem pensar...

 

giphy.gif

Edited by Lupus_win
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  • 5 months later...
  • 4 months later...

Ei pessoal! Vocês estão bem?

Me desculpem ter sumido. Fiquei muito tempo ausente devido a algumas... coisinhas pessoais.

Ta aqui um capítulo da FIC, pra atiçar mais algumas coisas ta bom?

Qualquer coisa me chamem pra cv e.e, to a total disposição :)

 

                                                                

A confusa História de Mari Ming Onnett

Cap 8:  Sou uma… Tecnomaga?

 

Sabe quando você possui a sensação que você está subconsciente e está flutuando em algum lugar? Que bom porque não era isso o que eu estava sentindo. Parecia que eu estava no local… e fora do meu corpo.

Pude ver meus companheiros de equipe falando alguma coisa sobre mim, e vi que Sieghart embainhou sua arma e logo se abaixou.

- “Eu carrego ela” – Ele me olhou com uma cara de preocupação, e logo percebi que escutei, parecendo que havia uma parede com isolamento sonoro ao meu redor, Porque a voz dele estava em uma frequência muito baixa…

- Mari!

Olhei para trás para saber qual era a voz que me chamava e quando vi…

 Era eu mesma…

- Mas… quem… quem é você?

Ela não me disse nada. Apenas apontou para a árvore, e logo tudo ficou borrado. Parece que na direção de uma das raízes, algum espectro que tinha alguns pigmentos de luz bem fortes em sua composição tinha se manifestado. O formato principal daquele espectro de luz era de uma porta, e ele… se assemelhava muito à água quando havia luz sendo refletida nela: ela estava sofrendo refração. E ao julgar por aquilo que eu estava vendo… estava tendo uma refração enorme.

Eu estava receosa de querer ir até lá, até que meu clone chegou perto de mim.

- Vá… você precisa! – Consegui escutar a voz dela, mas parecia que ela estava com algum comprometimento com suas cordas vocais, porque, ela estava movendo sua boca, e sua voz estava saindo de maneira muito fraca. Parecia que os sons que ela emitia, vinham do seu pensamento.

Mas senti que aquela frase foi dita para mim… a muito tempo atrás e não parecia nada estranha… era familiar demais…

Tomei a coragem e fui em direção a porta de luz. Eu a toquei de maneira leve, por curiosidade. Era muito gelado, e tinha alguma coisa… uma gosma…. Que me atraiu para dentro dela.

- Isto é… Impossível! – Tentei falar, porém eu fui silenciada e sugada para dentro daquilo.

Daí… tudo ficou escuro.

                                                                             ---//---

Eu percebi que não perdi a visão totalmente… e pude ver algumas coisas… pareciam mais… como itens gravados… e uma frase soou em meus pensamentos…

 “ Até onde você está pronta para assumir o fardo pela eternidade? ”

- Uma tempestade está vindo a nosso encontro Mari. Logo… precisarei de toda a força possível de você minha criança... – Pude ver que um Homem de cabelos loiros, com detalhes élficos, roupas azuis e com um par de óculos bem trabalhados estava se direcionando a mim.

- Eu… aceito … por Calnat – Tinha respondido de maneira lacônica.

E logo me veio uma sensação de tonteira novamente. Eu já me encontrava inconsciente, e questionando a anatomia, eu poderia ter essa sensação duas vezes?

Imagens simultâneas vieram em minha mente, em uma delas, uma pessoa com algum Wing Drive Weapon estava lutando contra algo ou alguém, em um terreno em chamas, como se tudo tivesse destruído. Em outra, pude ver várias pessoas como eu… treinando com algum tipo de arma que atirava projéteis explosivos e derrotando alguns… elfos escuros, e comemorando aparentemente.

- Vitória! Conseguimos! – Um homem musculoso, aparentemente, com olhos iguais aos meus e utilizando óculos também, liderava uma legião de pessoas com a mesma arma, e algumas tinham manuais na mão igual a mim.

- Pai, conseguimos? – Eu apareci do meio do pessoal, com meu manual na mão, com algumas feridas, mas não eram severas, eram cortes superficiais. A julgar pelo o que eu estava vendo, diria que estava com a mesma idade que eu estou agora… se é que eu me lembre da minha idade.

Todos os outros fizeram uma reverencia para nós dois.

- Sim meu amor, conseguimos! E depois de muitas épocas de guerras infindáveis, as nossas deusas nos ajudaram com o Martelo de Ernasis e finalmente ganhamos a paz duradora!

Todos nós celebramos com muito afinco e logo, tudo se tornou névoa, mudando o local por inteiro.

Por um instante, pude ver a mim mesma em uma sala grande, e que havia um trono. Nele estava uma mulher que parecia muito comigo, pelas feições de seu rosto. Confesso que eu estava olhando para minha imagem de quando eu fosse mais velha e havia esse mesmo homem, que a voz era parecida com a voz da rádio.

- Bardinar perdeu o Juízo literalmente! – O mesmo Elfo que havia visto na primeira visão, entrou afoito no local. Fez uma reverência para nós três e em seguida olhou atentamente para o Homem do Rádio. – Eu tenho certeza de que ele está tentando fazer alguma coisa com as armas das Deusas! Ele vai nos matar!

- Como você pode ter tanta certeza disso? – A mulher se levantou, como se aquela afirmação, a retirasse da sua zona de conforto.

- Simplesmente sei disso senhorita. Ouvi relatos de alguns Calnatianos na semana passada e todos eles comprovam que ele está trabalhando em alguma coisa grande, porém não deseja contar a ninguém!

- E o que exatamente você ouviu deles? – O homem do rádio que estava abraçado comigo, aparentemente ficou muito mais interessado naquilo.

Subitamente o segurei pela mão com bastante força, temendo alguma coisa.

- Papai, estamos correndo perigo?

- Não sei ao certo meu Amor – ele me beijou na testa – ele nem seria tolo em tentar fazer uma coisa dessas.

- Mas creio que já começou – Uma segunda pessoa adentrou a sala do trono e literalmente me fez corar, porque eu literalmente sorri e acenei para ele, esquecendo toda a minha preocupação. Era Sieghart… com um visual bem diferente comparado aos dias de hoje. A única coisa que não mudou eram os cabelos desarrumados, que estavam do mesmo Jeito.

- Ercnard… - meu pai olhou fundo nos olhos dele, o cumprimentando com a cabeça

- Rei Hadunak… – Ele fez uma reverência a ele e piscou para mim, me levando a sorrir um pouco.

Hadunak… percebi que aquela pessoa que havia feito a transmissão de Rádio, e estava comigo era meu Pai. E se ele era rei… não era muito fã de coisas que envolviam poder político, mas já percebi que eu iria suceder ao trono. Eu era a princesa então?

- e o que o clã dos imortais tem a dizer sobre isso Ercnard? Se posicionaram sobre esta questão?

- eles… irão agir contra Bardinar, apenas se o conselho permitir tal coisa. Eles comprovaram que o mesmo está demonstrando interesse em certas… relíquias especiais.

- interesses um pouco violentos você quer dizer – a mulher que estava no trono pigarreou – recebemos notícias que o guardião do arsenal foi encontrado morto a dois dias atrás.

Sieghart confirmou com a cabeça e percebi que ele respondeu de uma maneira robótica, como se cada palavra que falasse, estivesse machucando-o por dentro.

- e por algum acaso seria a jóia que ele mesmo criou e o martelo?

- sim, elfo – Sieghart o olhou com convicção – mas creio que ele não vai conseguir, certo?

- não vai mesmo – Hadunak tomou a frente – ele esquece que nós tecnomagos temos um certo conhecimento de batalha afiado com tecnologia, e também as nossas crenças nos salvam de qualquer mal.

- eu não confiaria em preces agora meu senhor – O elfo o advertiu – Bardinar está ficando cada vez mais vil e insano, parece que não vai medir esforços para tentar alguma coisa como roubar tudo isso para si.

- Eu não diria preces – Sieghart olhou para mim – não esqueça que de acordo com as escrituras que Grandiel achou com a rainha Galadriel, Mari seria a suprema entre nós, e ela que carregaria a Geas, de acordo com a linhagem, ou seria a Geas em pessoa?

Todos olharam para mim, começaram a conversar entre si e comecei a perder o foco.

- Grandiel, não meça esforços para começar com o… - Hadunak ficou sem voz mas estava falando.

Percebi que comecei a andar até ele, só que parecia que minhas pernas estavam pesadas igual chumbo, e logo, a imagem virou névoa e mudou para uma sala, cheia de protótipos e itens de Guerra bastante avançados. Percebi que estava havendo um terremoto no local, e aquilo ali viria abaixo em questão de segundos. Um clarão azul percorria a janela, mas era um clarão destrutivo, porque fez o vidro e os adornos se espatifarem em questão de segundos. Duas pessoas estavam me puxando pelo braço, desesperadas para me esconder.

Uma delas eu reconheci, era Hadunak, que aparentava estar muito ferido. A outra pessoa eu já não sabia quem era. Pela sua fisionomia, eu diria que era um Elfo também, porém com caracteres um pouco mais… sombrios. Eu julgaria como uma criatura, porque certos detalhes de sua roupa, pareciam mais a sua pele mesmo, vestia uma calça vermelha, usava uma máscara para cobrir a parte da boca e nas suas costas, se alojavam duas espadas de maneira cruzada, formando um X.

- Ande logo humano! – O Elfo escuro disse a Hadunak – não podemos perder tempo!

- Já considerou as feridas e a perda de sangue? – Ele retrucou e os dois ficaram calados, apenas correndo contra o tempo.

Quando pude olhar para minhas mãos, estavam literalmente cobertas de pó, e logo vi que meu pai se afastou para cobrir alguma coisa e logo voltou para aonde estávamos.

- Ative a placa Rúnica A23 para iniciar – o Elfo pediu e logo os dois ativaram uma cápsula, que se encontrava em forma de um grande diamante.

Um tremor forte passou e eu olhei para cima morrendo de medo, e pude ver que o clarão aumentava de intensidade, e chegava perto de nós. Algumas coisas começavam a explodir ao redor, devido a energia eletromagnética que emanou daquela enorme explosão.

Quando me dei conta, vi que estava chorando e ajudando eles a ativar a cápsula, ela reagiu com um brilho azul celeste e a porta se abriu, revelando caber apenas uma pessoa.

- Minha filha – Hadunak me pegou pelo braço e me colocou na cápsula – você é nossa única esperança. Duel construiu isso para você e deve funcionar! Isso vai lhe deixar intacta enquanto o inevitável acontece! Você será a última de nosso povo! – Ele me deu um beijo na testa - Você será a última tecnomaga! Volte até nós logo!

- Mas papai eu…

- Vá! Você precisa! – ele me olhou desesperado demais.

- Iremos nos ver em breve Humana, agora vamos! – O Elfo fechou a cápsula junto de meu pai.

Só tive tempo de olhar para frente e ver que o Elfo escuro desapareceu em um portal aparentemente dimensional e que Hadunak ligou os propulsores. O aparato se direcionou para cima, quebrando a portinhola de escape do teto. Lembro de gritar seu nome incessantemente, mas era inútil, porque a cápsula devia ser a prova de som e meu desespero não podia ser escutado por meu Pai...

- ATIVANDO PROPULSÃO E-X, INICIANDO PROTOCOLO DE RETIRADA! DESTINO: MJOLNIR! A voz automática do protótipo de locomoção falou, e pude ver que os propulsores da parte dianteira se inclinaram em um ângulo de noventa graus e os motores internos se conectaram, ativando os mesmos. Começamos a seguir em frente e tomei a estúpida decisão de olhar para baixo.

Consegui ver pessoas fugindo e algumas sendo engolidas por desabamentos e explosões que aconteciam constantemente, devido ao efeito eletromagnético da explosão que abalava o local. Agucei o meu sentido da visão para tentar enxergar melhor e condenei meu sistema límbico (o que os humanos comuns chamam de coração) ao ver uma mãe ajoelhada, protegendo seu filho, aparentemente um bebê, de um desabamento.

“ Isso poderia ser evitado... é minha culpa...” Pensei na hora e comecei a chorar intensamente... ver tantas vidas sendo mortas, tantas almas inocentes sofrendo... tanta dor...

Era tarde demais para eu lamentar, porque subitamente, senti um baque abalando a cápsula.

- ALERTA! SISTEMA DE BLINDAGEM COMPROMETIDO! NECESSÁRIO REPARO! Olhei para o lado com uma face muito desesperada. Uma onda eletromagnética, aparentemente com um valor alto demais de hertz por segundo, nos atingiu e comprometeu parte do sistema rúnico da cápsula. A explosão estava em seu limiar e seu clarão avançava depressa demais...

Naquele momento… tentar arrumar parte do sistema, era a melhor opção para me manter viva, e sem pânico.

Tentei realizar algum encantamento para reativar as runas primárias para funcionar, mas não consegui executar nada. Parecia que algum composto mineral da própria cápsula me impedia de executar qualquer tipo de magia...

“Ah Deuses... eu não posso morrer aqui!”, pensei. Tentei clamar novamente alguma magia de conexão, mas não consegui, de novo. Quando dei por mim, senti outro baque abalando a cápsula, mas ele era intenso demais, e escutei um estalo também.

- ALERTA! SISTEMA DE BLINDAGEM COMPROMETIDO! PROPULSORES DANIFICADOS! INICIANDO PROCEDIMENTO EMERGENCIAL!

Meu desespero veio à tona, eu deveria tentar reparar aquilo ali para conseguir fugir e tentar outra maneira de escapar, já que magia não era uma opção ao meu alcance. Pensei em tentar aproveitar alguns itens da cápsula, retirar os propulsores para combina-los com minha habilidade de propulsão mágica, para criar de última hora um pequeno “foguete de emergência” e ir em direção aonde o Sistema de posicionamento global da máquina estava travado, mas era tarde demais porquê do nada, vi que a máquina prendera meus braços e pernas com alguma espécie de fio eletrizado.

- Não! Não! Tem que haver… alguma coisa…

Mas não tinha nada a se fazer. Tive comprovação de que eram elétricos porque senti que mais dois pares e os mesmos prenderam pontos específicos das minhas pernas e dos meus braços. Uma estática percorreu esses fios de maneira especifica e consegui sentir que ela se amplificou, me paralisando como se fosse uma anestesia.

- Não… - consegui murmurar. Pelo visto aquela capsula tinha sido muito bem construída porque eu estava tentando me mexer, mas meu corpo estava parecendo chumbo… devido aquilo, estava inerte a qualquer coisa… eu podia morrer ali.

 De acordo com a anatomia, se você emitir um pulso de eletricidade em certos pontos da perna, você pode inibir os nervos daquela região e deixar a pessoa sem movimentos por um tempo. A mesma coisa com a região dos braços… eu estava como um robô sem energia, uma criança indefesa… não tinha chances de reagir contra nada…

 Eu era… inútil.

- ATIVANDO PROTOCOLO X24! INICIANDO BLINDAGEM EMERGENCIAL E LANÇAMENTO DE TRANQUILIZANTES! ATIVANDO ÉTER MODIFICADO! MODO CRISÁLIDA SERÁ INICIADO EM 30 SEGUNDOS!

Duas lágrimas desceram meu rosto. Vi que aquilo era algo modificado a nível molecular, então… provavelmente podia causar danos cerebrais irreparáveis para quem aspirasse aquilo. Éter comum já é um anestésico formidável e faz com que a pessoa literalmente durma… o modificado então…

A cápsula começou a ficar um pouco mais escura, e logo em seguida, começou a lançar jatos fortes do gás. Comecei a ficar adormecida aos poucos, e senti que estava perdendo a consciência.

- Sieghart… eu… te…

- ALERTA! SISTEMA COMPROMETIDO! DESTINO: MJOL… PROVÍNCIA SUL, KASTULLE.

 E Tudo ficou escuro de repente, conforme minha visão. Uma luz surgiu no fundo e clareou tudo novamente. Quando eu percebi, vi que estava sentada em um lugar longínquo, ao lado de um homem, com cabelos pretos desarrumados, e com uma veste típica de cerimonias de guerreiro…

Era Sieghart.

- Mari… estou com problemas com ele…

- porque? O que houve? – Dei um beijo no seu rosto.

- Ele me ameaçou, profundamente…

- mas… ele não pode fazer nada… ninguém pode fazer nada com você e com o seu clã…

- Mas – ele segurou minha mão com força. Seu olhar era de puro medo. – eu tenho um ponto fraco, por mais que eu seja imortal.

- e o que… é? – Perguntei a ele.

Minha visão começou a sumir. Eu me sentia distante dele a cada minuto e queria correr para onde ele estava, de maneira desesperada.

- Mari… eu… eu te amo… saiba disso – a voz dele estava indo para longe, a cada segundo – posso ser imortal, mas você não é. Pessoas que eu amo, demais… são meu ponto fraco.

- Oh sieghart… Não! Não!

- você sempre será… A tecnomaga Mari, aquela que eu... amo.

E comecei a repetir a palavra não umas dezenas de vezes. Comecei a ser puxada para trás, como se estivesse exposta em uma pressão de ar de um portal de maneira poderosa demais para me arrastar.

                                                                         ---//---//---

- Mari! Mari! Acorde!

Escutei uma voz e em um estalo, acordei.

Vi que havia voltado ao mundo real, e aquilo não passou de uma visão mesmo. Estava aparentemente em uma cabana improvisada, e alguém colocou algum tipo de manta em mim, como se havia me preparado para me deixar naquela posição.

A julgar pelo momento, vi que uma fogueira havia sido feita e todos estavam em volta dela… estava de noite e estávamos em uma floresta… seria ainda a floresta de Gaia?

Percebi também que o próprio Sieghart estava lá também. E estava ao meu lado, o que me deixou um pouco desconfortável, ou confortável… não sei.

- o que… o que… o que aconteceu?

Ele me deu um beijo no rosto e logo, suas mãos tocaram as minhas de maneira afetuosa, se entrelaçando em nível amoroso demais.

- Você apagou por um dia inteiro Sabe-tudo. Precisamos conversar seriamente sobre o que aconteceu.

Eu o olhei assustada demais. Um dia inteiro? Mas uma coisa eu conseguira me lembrar, o que me deixava feliz:

Eu sou Mari… a Tecnomaga.

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