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[Crônicas do History] A Raposa e a Elfa - Um Conto Sobre Amizade


Celly
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Saudações!~

Apresento-lhes hoje um conto baseado nos pequenos continhos que andei escrevendo em atualizações de status alheias - se não viu, só ir no meu perfil ver - escrita em conjunto com a @Housex :3

Nossos personagens são analogias fantásticas das nossas personalidades, vocês vão entender isso ao longo da narrativa. Ah! Pensem no History não apenas como um mundo de computador onde você loga e joga e sim em um mundo onde você pode entrar nele após logar :3 é uma ideia meio maluca mas vocês vão entender. Comentários são bem vindos!

Clique aqui para ler o início da história nesse universo e entender como tudo isso foi possível, aqui para ler a história da Raposa, aqui para ler um conto emocionante e aqui para escutar a soundtrack oficial da fanfic.

Enjoy~ 

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A  Raposa e a Elfa

Um Conto Sobre Amizade

 

 

A Elfa estava andando por entre o jogo, sem muito o que fazer. Aquela era uma tarde quente em Ernas e ela já estava cansada, havia adentrado nos combates fazia um tempo e estava começando a sentir uma certa sonolência. Não era exatamente a melhor das jogadoras, mas dava uma dor de cabeça absurda para alguém do seu tamanho e aparência.

Quando esbarrou naquela sala em particular.

O título era um convite.

A sua máscara chacoalhou e ela apertou as mãos em antecipação. Sorriu.

Era quase perfeito demais para ser verdade.

“Venhão, lvljob”

Ela olhou para trás, a raposa estava rodeada de players - como sempre - e estava dando atenção a eles. Geralmente elas caçavam juntas, a Elfa era a isca. Se fazia de inocente e dava corda ao infrator, enquanto a Raposa observava, apenas esperando o momento certo de atacar e punir aqueles que estragavam a brincadeira.

- Hoje não! Eu vou pegar ele sozinha. Afinal, um dia de isca e outro de caçadora. - Falou baixinho para si mesma, num misto de dar coragem para cumprir o feito e prazer ao prever a peça que iria pregar.

“Uma jovem inocente jogadora, que recém começou e não tem muita certeza de como o jogo funciona, mas já juntou bastante cash. Isso deve ser o suficiente para atrair o infrator.”

Fechou os olhos, se concentrou, deixou a máscara agir pelo seu pequeno corpo e entrou na sala.

-

A de nove caudas estava distraída, mas nem por isso deixava de prestar atenção a sua volta. Percebeu o afastamento da elfa e, em poucos segundos, chegou a erguer uma sobrancelha enquanto observava aquelas pequenas perninhas caminharem para dentro de uma sala.

“O que ela está fazendo?”

Pensou seriamente em ir atrás, mas os players que a rodeavam ainda pareciam longe de dar-lhe uma folga. A grande maioria estava fazendo perguntas sobre a Season V enquanto a minoria perguntava coisas sobre a sua vida pessoal - que nem sempre ela respondia.

“Deve ter achado algo de estranho e foi verificar. Logo mais ela deve voltar pra cá, imagino.”

E continuou ali na sua pequena sessão de perguntas e respostas.

A Elfa entrou timidamente na sala, olhou para os lados e viu o outro player. Deu oi, suavemente e perguntou de maneira receosa:

- O que é isso de level job?

O player sorriu com malícia e a Elfa teve que se segurar para não cair na risada.

“Ele acha que está caçando, pobre coitado.”

- É assim, eu upo os teus personagens, que estão precisando, viu? E tu me dá algo em troca.

A Elfa levantou uma sobrancelha e olhou para o player. Sabia exatamente o que ele queria, então vez questão de mostrar, uma espada rara, adquirida em evento após gastar uma quantia considerável de cash.

- Mas eu não tenho nada pra te dar. Quer dizer, eu não sei o que tu poderia querer, a tua conta já é forte.

Ele olhou para ela, os olhos fixos na espada. A Elfa novamente teve que se segurar para não gargalhar.

“Como são tolos e fáceis de manipular, basta flashar aquele item mais raro” pensou enquanto olhava para o player infrator como quem diz não sei ao certo o que faço aqui.

- Bem, tu não tem nível e nem personagens, mas essa espada aí. Parece interessante. Eu não vejo ela na loja.

Ele havia mordido a isca, sem dúvidas. Agora bastava ela dar corda e isso, ah! Isso ela sabia fazer muito bem.

Enquanto isso, a raposa respondia as últimas perguntas dos players extremamente curiosos - e de vez em quando abusados - para então continuar a sua ronda pelas salas. Percebera que já fazia um bom tempo desde que a sua parceira se enfiara em uma sala… Sua preocupação a cada minuto aumentava um pouco mais.

- Moça, quando vier o Uno, a gente vai poder pegar ele de graça?

A última pergunta acabou por fazê-la se esquecer momentaneamente da sua preocupação. Respondeu o jogador com educação e se afastou dali antes que mais perguntas surgissem - novamente considerou a possibilidade de ir atrás da elfa, mas resolveu dar-lhe um voto de confiança.

“Ela já é grandinha e esperta até demais, eu não devia me preocupar.”

E, mesmo contra todos os seus instintos, desviou-se da sala em que vira a outra entrar e foi verificar as outras.

Nesse meio tempo a Elfa já estava negociando o tal do leveljob. Fazia perguntas as quais sabia a resposta, mas apenas para enganar o ganancioso jogador.

- E tu sabe quando chega o Uno? 

"Nossa, essa é muito na cara, ele vai perceber que eu estou atrás de algo, que eu sou muito esperta para…Não! Ele respondeu. Ah, claro! Tem contato com a equipe, aham meu caro.”

E nesse momento a Elfa xingou o jogador e fez uso de todo o seu vasto vocabulário. Ela sabia muito bem como atrair aquele tipo de player, tudo que precisava era das perguntas certas no momento certo e, lógico, aquela exibida de item. Pronto! Haviam combinado, ela pagaria 16000 cash para ter todos os personagens upados magicamente para o nível 85, porém surgiu um impasse: ela não iria ceder os dados da conta.

- Ah, mas minha mãe me disse para não confiar em estranhos, ainda mais na internet. E eu sou uma filha obediente.

Se ouviu dizer enquanto segurava as risadas por trás da máscara. Aliás, a máscara estava começando a pesar no rosto. Era um fenômeno interessante: quanto mais ela mentia, mesmo que pelos melhores motivos, mais a máscara pesava. Porém, melhor as mentiras iam ficando. Uma balança difícil de equilibrar, mas que a Elfa estava começando a dominar muito bem. Perdida em seus pensamentos e imaginando a reação da Raposa ao contar que pegara o infrator sozinho, a Elfa levou um pequeno susto ao ouvir o convite:

- Quem sabe podemos ir até a minha cidade, lá eu posso te ensinar a upar mais rápido. Afinal, por 16k vale o segredo. Eu te acompanho, não vai ter problemas.

“O que fazer?”

A Raposa sempre havia lhe dito para nunca, NUNCA confiar na palavra de um hacker. Mas o convite era tentador por de mais. Ela poderia pegar não só 1 infrator bobo, mas vários. Ela iria entrar no refúgio deles. Ela poderia se infiltrar, dar informações, antecipar os programas maliciosos. Começou a imaginar os elogios que receberia agora não da Raposa, mas do Mestre dos Enigmas a quem devia a sua segunda chance.

"Eu vou poder impressionar ele, eu vou poder mostrar a toda equipe como eu sou uma boa caçadora assim como a raposa, talvez até melhor.”

- Ok. Podemos ir, mas antes acho que vou ajeitar algumas coisas. - Ela respondeu, um leve tremor na voz. Ansiedade? Ou medo? Optou por ignorar os pensamentos.

- Ah, temos que ir agora, caso contrário vamos perder o horário do vendedor. Ele tem uma janela bem específica. - O infrator lhe respondeu.

Era agora ou nunca. E ela, como sempre, confiou no agora.

-

Quatro, cinco, seis salas revistadas - e em três delas, hackers pegos - e ainda nem sinal da pequena elfa e da sua máscara gigante e carnavalesca. Parou de entrar nas salas e ficou andando no lobby, de um lado pro outro, pensando no que raios estava acontecendo naquela sala.

“Demorando demais. Bom, talvez ela tenha achado um infrator que está demorando a soltar o verbo? Isso já aconteceu mais vezes. Mas dessa vez ela foi sem me avisar. Eu devia entrar invisível na sala?”

E encarou a fatídica sala pela vigésima vez naquele dia. Os seus instintos diziam a ela que algo estava terrivelmente errado e que ela devia intervir, mas…

“Eu realmente devia dar um voto de confiança, ela já aprendeu bastante coisa desde a primeira vez em que caçou comigo. Se ela foi tentar pegar algum infrator sozinha, pode se desapontar se eu entrar lá…”

E continuou andando em círculos, sem saber direito o que pensar ou esperar daquela situação. Suas caudas se moviam agitadas e suas orelhas hora levantavam, hora abaixavam. Esperava que, na pior das hipóteses, tivesse acontecido algo não tão grave.

O player infrator juntou as suas coisas e fez um sinal com a cabeça de que a Elfa deveria fazer o mesmo. Antes de sair, olhou para trás e disse:

- Me siga, mas seja discreta, acho que tu consegue ser, né?

A Elfa, que muito sabia ser discreta, afinal estava há meses caçando junto da Raposa e tinha aprendido a ficar quase invisível no meio das 9 caudas, apenas confirmou com a cabeça. Juntou a espada e mais uma cota que tinha “acidentalmente” derrubado da sua mochila - era mais um item de cash, o que só confirmou as suas posses e aumentou o brilho no olhar do infrator.

Ela olhou para baixo e, por um segundo, achou que a máscara iria cair de tão pesada que estava. Aquela máscara que estava com ela desde que havia nascido e, de certa forma, a sustentou e a protegeu. A máscara que a definia. A máscara que ela odiava. Nunca havia visto o próprio rosto, com muita dificuldade descobriu a cor verde dos próprios olhos e, talvez o pior de tudo, não sabia ao certo o porquê da maldita máscara. Pôs as mãos sobre o rosto e a segurou, se sentindo completamente nua ao imaginar a vida sem ela.

Respirou fundo e respondeu numa voz confiante - mas que ela sabia ser falsa.

- Vamos!

E saíram da sala. Um atrás do outro.

Ele saiu confiante, mas olhou para os lados.

Ela, apenas seguiu. Sabia que ninguém iria notar uma player novata, de baixo nível e com poucos itens. Tudo que precisava era manter a cabeça baixa e seguir o hacker.

-

E então, a sala havia sumido. Logo quando estava quase entrando nela invisível, desapareceu bem na sua frente. Sem nenhum sinal da pequena elfa.

"Droga!"

Se corresse, talvez conseguisse alcançá-la - o único empecilho em procurá-la no meio da multidão era justamente o seu tamanho diminuto, mas aquela máscara era fruto da junção de tantas cores diferentes que a altura quase não podia ser dita como um problema.

Utilizou-se da sua agilidade para correr entre os players, vez ou outra abrindo caminho, encarando todos os lados em busca da garota. Procurou entre os players e arriscou até procurar nas outras salas - mas nem sinal dela.

“Housex, onde você foi se meter?”

Suas orelhas murcharam. Sentia-se horrivelmente culpada por aquilo.

“Eles podem machucá-la ou fazer coisa pior. E eu não posso ficar aqui parada esperando isso acontecer.”

Pegou todo o fôlego que conseguiu e disparou, correndo e procurando entre os jogadores. Alguns a reconheceram e até a chamaram, mas ela se limitou a dar um aceno com um sorriso gentil e seguir na sua procura.

“Aguente firme, eu vou te achar…!”

-

Ela era pequena, portanto ágil. Acompanhar os passos do jogador que estava caçando não era problema. Na realidade, era consideravelmente mais fácil do que correr atrás da Celly, ela ainda se embolotava nas caudas dela. “Pra que nove caudas? Não basta uma?” Ela se perguntava cada vez que tropeçava, mas nunca ousou proferir as palavras. A de nove caudas era alguém que ela admirava e, para o seu espanto, se descobriu amiga dela. No ínicio, é verdade, haviam receios de ambos os lados. Mas aos poucos - e principalmente depois dos seus erros ora cometidos pela máscara ou pela própria Elfa, ninguém poderia dizer ao certo - a Raposa deu uma chance a ela. Chance que ela jamais iria desperdiçar. Ela estava aprendendo, possivelmente pela primeira vez na vida, a ser bondosa. Algo que sempre almejou e invejou nos outros.

Ao chegarem na outra cidade, a Elfa pode sentir que estava em um ambiente hostil. Todos olhavam para ela com o canto do olho, as suas roupas coloridas em comemoração ao natal chamavam a atenção naquele mar de cotas e armaduras dropadas de bosses e desafios épicos. Um item ou outro de cash era possível de se ver, mas não na abundância que a Elfa possuía. Pararam na frente de uma loja e ela já estava pensando em entrar, foi quando enxergou no chão a sombra de alguém muito maior que ela.

Não precisou virar a cabeça e muito menos levantar o rosto do chão: sabia que estava em apuros. E só podia contar consigo mesma.

Enquanto isso, Celly corria quase que desesperada entre os jogadores procurando nem que fosse uma pequena pista do paradeiro da outra. Mas quanto mais procurava, mais distante tinha a impressão de estar; amaldiçoou os momentos de dúvida no meio daquele lobby que fizeram com que a sala desaparecesse sem que ela pudesse ter algum sinal da elfa.

“Só me resta olhar na lista de amigos e torcer para que a visualização não esteja bugada.”

Com a mente e alguns toques no ar, abriu o painel do jogador bem na sua frente e procurou o nick da amiga nos contatos.

“[MOD]Housex/ Periferia de Canaban/ NULL”

- … Essa não. - Pensou alto, fechando o painel do jogador no mesmo instante e disparando na direção de Canaban.

"É bom você estar inteira, porque se não estiver, eu vou ter que bater em cada pedacinho seu!”

E correu o mais rápido que pôde. A sorte era que não estava tão longe assim da cidade.

-

- ORA, ORA. O QUE TEMOS AQUI?!

Ouviu a voz rude e carregada de ódio daquele que certamente era um hacker banido. Pelo contorno da sombra reconheceu o capacete, um drop de Berkas.

"Eles adoram aquele dragão, não deixam ele em paz. Saco!”

Ela sabia do que era capaz e apesar de parecer frágil sabia muito bem se defender. Pensou em usar da sua agilidade e derrubar o hacker, mas estava em terreno desconhecido e não queria se revelar. Ainda estava ponderando o que fazer quando ouviu outra voz.

- ITENS INTERESSANTES. - Essa era uma voz mais, digamos, acostumada com o ambiente? Claramente não era a primeira e muito menos a segunda conta daquele jogador, podia sentir no ar o peso da inveja, do ódio, da maldade. E se viu nesse clima. ODIAVA se sentir assim, parte deles. Se sentia suja, corrompida, sentia que não era ela ali e, ao mesmo tempo, se reconhecia naqueles sentimentos.

“São dois, ainda dá para encarar. Só preciso saber levar eles.”

Se virou e tentou vestir a melhor cara de medo e respeito que pode. Mas não conseguiu segurar ela. Atrás de si haviam pelo menos 10 infratores. Todos a devoram com os olhos. Havia se metido em um local que nunca deveria ter posto os pés. Sua sorte seria se não descobrissem quem ela era. O pior seria levar as suas coisas, nada de mais, conseguiria recuperar elas, mas iria levar tempo - e muitos sermões tanto da Raposa, quanto do Ninja e do Mestre.

- Qualé gente, ela só quer dar uma upada na conta. Eu fiz um acordo e vamos manter ele. - O hacker que ela caçava - ou teria sido o contrário? - falou em voz alta. Alguns dos banidos olharam para ele com desdém e outros deram as costas.

- Seguinte, eu tava lá achando que iria descolar umas contas mais ou menos, mas a nossa nova amiga aqui vai bancar o papai, então, relaxem, que tá tudo numa boa.

“Será que haveria honra entre os ladrões?” Ela ainda estava paralizada de medo.

A maioria deles estava indo embora, a Elfa mal podia acreditar. Ela iria se escapar e continuar com o plano: se infiltrar. Foi então que tudo veio abaixo.

- EI! Eu conheço essa conta! Eu joguei com ela e ela me baniu! Ela não tá interessada no acordo. Ela é ADM!

“NOSSA? Sério? Até depois de banido vocês não sabem diferenciar os cargos?” Ela pensou com raiva da escolha de acompanhar o hacker. Quem não tinha prestado atenção nela, agora a olhava firmemente. “Ferrou.”

- Olha, pra começo de conversa, cês tem que começar a sacar quem é quem na equipe. Poxa, eu vou lá, faço tutorialzinho tão bonitinho e vocês nem olham? É sacanagem né? - Ela falou com sarcasmo na voz e confiante. A máscara não pesava mais, a mentira havia evaporado.

A Elfa respirou fundo e se preparou: iria fugir, com o máximo de coisas que pudesse salvar da conta. Mas não sabia ao certo se conseguiria, ela tinha adentrado na cidade e até a saída haviam vários banidos - muitos deles ela mesma havia ajudado a expulsar do servidor.

-

Adentrara Canaban e correra o mais rápido que conseguia para as periferias. Aquele lugar ficou famoso por ser um ponto central dos hackers do servidor todo - lugar onde ela vivia dizendo para a Elfa não entrar sozinha.

“Te arrastaram praí e você foi…!”

Enquanto ela corria, seu instinto crescia ainda mais e dominava a sua mente. Vários banidos a viram e reconheceram, mas a temiam - a grande maioria se escondeu enquanto uma pequena minoria curiosa apenas a observou passar correndo se perguntando o motivo da visita “agradável”.

Fuçou cada canto, correu atrás e baniu novamente vários infratores até conseguir arrancar de um deles a informação que precisava.

- E-Ele chegou aqui sim com uma garota mascarada, é verdade, foram lá pros fundos! - E apontou, com o braço trêmulo, para a direção certa. - P-Por favor, não me machuque!

- Vou fazer coisa melhor. - Disse a raposa, deixando uma luz amarela surgir na palma da sua mão. Tocou a testa do player e este sumiu aos poucos; teve a sua conexão encerrada. Havia sido banido.

Então, correu na direção apontada pelo banido e eis que a cena a qual presenciou não a agradou nem um pouco.

Eles haviam pegado a Elfa, a levantado e encostado na parede, de maneira que ela não pudesse se defender. Aquele cara devia ter pelo menos o quíntuplo do tamanho dela.

- É você a desgraçada que fica dedurando a gente, né? - Rugiu o bandido, apertando ainda mais o pescoço dela. 

- Bom, não diria dedurando, vocês não são nada espertos ou discretos. - Respondeu ela cheia de confiança, escondendo o medo.

- E ela não cala a boca, impressionante. - O hacker bufou. - Agora você vai pagar por isso!

Ao lado dele ainda havia três comparsas com a mesma cara mal encarada.

Ela fechou os punhos. Seus olhos amarelos brilharam de raiva enquanto o movimento das suas caudas se alterava.

Em um movimento rápido, avançou contra o valentão e arrancou a elfa de suas mãos, deixando-a cair no chão enquanto investia em um golpe mais forte. Acertou-lhe um punho de direita e algumas chamas azuis enquanto soltava um rugido de ódio.

Sua expressão era extremamente séria e seu olhar mostrava claras intenções assassinas. O valentão caiu no chão desnorteado e os outros três amigos se afastaram, amedrontados.

-

Ela não sabia como ou porque, mas precisava provocar eles. Mesmo estando em desvantagem numérica, mesmo sendo menor, mesmo sendo mais fraca e mesmo sabendo que iria pagar - e caro - pelo comentário.

Ela tinha que devolver a moeda.

- Bom, não diria dedurando, vocês não são nada espertos OU discretos. - Respondeu cheia de confiança, tentando disfarçar o medo.

Por um flash imaginou como seria o seu rosto com medo. Será que ficaria com uma expressão engraçada? Branca? Os olhos mais abertos? A máscara a impedia de revelar a suas emoções - fossem elas más ou boas.

- E ela não cala a boca, im-pres-sio-nan-te. - O hacker bufou cada sílaba. - Agora você vai pagar por isso!

Ela se preparou para o golpe. Ao longo da sua jornada ela havia se acostumado a sentir dor. Não era a primeira briga que ela havia entrado e, muito provavelmente, não seria a última. A dor era parte do processo. Mas ela estava indo tão bem. Só tinha comprado briga com quem conseguia derrotar ou então, apanhava o suficiente para obter a prova da infração. A recompensa era o banimento. Mas ali, ali era diferente. Algumas das regras eram esfumaçadas naquela parte de Canaban. E ela sabia disso.

Fechou os olhos. Cerrou os punhos. Mordeu com força.

Eles até poderiam machucar ela, mas o gosto da vitória não seria deles. Ah, não! Ela não podia deixar assim.

Foi quando caiu no chão repentinamente e ouviu um estrondo juntamente com a sua queda. Ao abrir os olhos mal podia acreditar. A Raposa estava ali, do seu lado. E a julgar pela expressão no rosto dela, os banidos estavam em apuros. O jogo havia virado, mais uma vez.

-

A de nove caudas estava tão irada que se recusou a proferir uma única palavra.

- Oi Celly… - Disse o outro, levantando-se bem devagar. Sua voz tremia.

- Não quero saber de desculpas. - Foi curta e grossa, já fazendo surgir em volta de si várias chamas azuis.

- Não p-precisa ser assim, né…

- Ahh, cala essa boca. 

Ao verem que conversa fiada não ia adiantar, os três comparsas sacaram uma de suas armas para atacar a raposa. O primeiro pegou um arco, o segundo um par de espadas e o terceiro um par de scarlets - ambas armas de Berkas.

Avançaram contra ela enquanto o quarto infrator se levantava. Mas acontece que a paciência da raposa já tinha se esgotado há muito tempo.

Ela correu e saltou com uma velocidade comparável a dos Ninja e Retalhador users. Desviou dos golpes e projéteis jogados contra ela e golpeou cada um com as suas chamas e suas garras afiadas, usando a sua agilidade ao seu favor. Os oponentes, além de surpresos, se assustaram mais ainda.

O quarto infrator, já de pé, resolveu pegar uma espada e também avançar contra ela.

Eram quatro contra um. Mas em nenhum momento ela demonstrou medo.

Golpeou o arco com tanta força em uma investida que o quebrou ao meio, usando a segunda metade para arremessar contra o portador das scarlets. Feito isso, ganhou na bochecha um corte de uma das lâminas do outro, pra juntar com a coleção de golpes que já havia levado - o que a enfureceu ainda mais.

Avançou nele e cravou uma de suas espadas no seu peito, sentando-se na sua barriga enquanto os outros três olhavam a cena com o medo estampado no rosto. O corpo do infrator com a espada fincada em si brilhou em uma luz amarela.

"Menos um.”

Levantou-se e avançou contra os restantes, dessa vez criando chamas amarelas ao redor de si.

- Desistam.

E antes que eles pudessem correr, cada um fora atingido por uma chama diferente. Foram desconectados - banidos.

Feito isso, ela deixou o corpo cair e se ajoelhou no chão com as orelhas murchas e as caudas imóveis. Algumas feridas suas sangravam.

A Elfa viu a luta, mas não quis acreditar. Por mais que estivessem andando há algum tempo e tivessem descoberto uma amizade intensa - e talvez muitas semelhanças - ela ainda não podia acreditar.

“Ela veio atrás de mim? Logo de mim?”

Ela vivia se metendo em confusão, não fugia por nada de uma briga, quando não arranja uma de graça. Se estivesse no lobby, certamente rolava uma treta. Sempre. E todas as vezes a Game Master a avisava.

"Não faça isso Housex, deixa disso, não vale a pena, só ignore." 

Algumas vezes ela obedecia, por pura consideração à Raposa, outras guardava o nick do jogador na alma. No menor deslize, na menor infração, ela pegaria ele. Jamais aplicava uma punição sem motivo, mas digamos que mantinha os olhos mais abertos a certos jogadores.

Ela viu o golpe final nos infratores ainda de joelhos, imóvel. Viu a Raposa desabar no chão e viu as feridas. A sua máscara pesou. Mas era um peso diferente, quase que não vinha da máscara. Parecia que vinha… do seu rosto? Foi quando ela percebeu que a sua visão estava turva e o chão ao seu redor tinha marcas de água.

Ela estava chorando.

"O que está acontecendo?” Ela não tinha a menor ideia do que estava sentindo.

Enquanto isso a Raposa levantou o rosto e olhou para a Elfa. Sua expressão era zangada e preocupada, ao mesmo tempo. Foi quando Celly notou as lágrimas manchando os itens da moderadora. Ela nunca havia chorado antes - e olha que tinha tomado um senhor de um esporro do Mestre e do Ninja -, não. Ela tinha matado no peito e ficado quieta. Havia absorvido tudo, sozinha. Não conseguiu sentir mais nada que pena da Elfa, sempre só.

- Housex? Você está chorando. - Ela disse na voz mais doce e gentil que podia produzir. - Não precisa se preocupar, qualquer coisa que eles tenham tomado da tua conta a gente vai devolver, tu sabe disso.

Agora a Elfa escondeu o rosto e as lágrimas caíam em abundância. Aos soluços ela conseguiu responder a caçadora.

- Eu… E- U… Só queria… Mostrar como eu posso ser boa também.

Um soluço forte e ela correu para os braços da amiga. Seu corpo pequeno tremia com o choro que parecia ser torrencial.

“Será que alguma vez ela havia chorado em um ombro amigo?” Celly se perguntou.

- Desculpa, Celly. Eu não quero abusar de ti. Eu só queria pegar um infrator como tu faz. Só isso. Não precisa vir atrás de mim. Eu ia me virar. Eu sempre me viro. Eu já tinha até anotado os nicks pra te passar. Eu sabia que eles iriam ser punidos. - Ela continuava a falar, meio que para preencher o silêncio que reinou naquela periferia, meio que para conter o choro. - Celly, eu, eu não queria te machucar. Me desculpa mesmo. Eu não queria. Se eu soubesse, eu não teria vindo. Ou teria vindo mais bem preparada.

- Calma Housex, tá tudo bem. São só cortes superficiais. - A Raposa tentava acalmá-la.

Foi então, que pela primeira vez na vida da Elfa ela entendeu a maldição da sua máscara. Nunca compreendeu como ela poderia facilitar as mentiras e as artimanhas dela, porém a incomodar tanto. Por que o artefato ajudava ela com as peças só para pesar e a corromper mais ainda? Não podia simplesmente a libertar? Não, a máscara a encorajava a mentir e enganar, tornava a sua função de isca fácil, mas o preço que pagava por enganar outros jogadores, era isso que fazia a máscara pesar. Era remorso. Ela sentia como se estivesse carregando uma tonelada por sobre o rosto, mas enquanto chorava a máscara se tornava cada vez mais leve.

Ficou ali, chorando por um tempo e contando com meias frases - cortadas pelos ocasionais soluços e fungadas - o que tinha acontecido e como parara ali.

Depois de um tempo, mal podia sentir a máscara no rosto. Sabia que ainda estava ali, mas nunca a sentira tão leve. Se permitiu sorrir. Tudo que a Elfa precisa para entender mais de si era uma amiga.

A Raposa sorriu enquanto escutava com atenção as palavras da Elfa, ignorando momentaneamente a dor dos seus ferimentos e passando a mão nas costas dela enquanto tentava consolá-la. 

- A culpa foi minha. - Começou ela. - Eu nunca devia ter te deixado sozinha naquela sala sabendo o quão perigosos são os hackers e o que podia acontecer caso descobrissem que você é da equipe. - Ela fez uma longa pausa e continuou. - Não seja boba… Você é tão boa quanto eu. - Sorriu e encostou o dedo indicador na testa dela. - Só precisa despertar o potencial que tem aí dentro e é pra isso que eu estou aqui. Como você está?

- B-Bem… - A Elfa fungou. - Mas e você…?

- Ah, isso aqui? Já fiquei pior. - Ela riu, bagunçando os cabelos da outra com um cafuné desajeitado. - Nada que um pequeno cuidado não resolva. Vamos… Temos que sair daqui antes que mais hackers nos achem nesse estado.

E levantou-se, ajudando a outra a se levantar. Ainda disse mais algumas palavras de apoio enquanto estancava o sangue de algumas feridas com pedaços da própria roupa, sempre com aquele sorriso costumeiro e animador. Alguns minutos de caminhada e já estavam fora de Canaban, conversando sobre as pérolas do suporte do History.

Mas eis que no meio da caminhada ela para repentinamente. Suas orelhas mexeram-se e suas caudas se agitaram enquanto ela olhava para os lados.

“Eu conheço esse cheiro.”

- Ei, qual o probl-

Puxou a Elfa antes que ela terminasse a frase. Se escondeu no meio da vegetação daquela floresta de Vermécia enquanto fitava aquela figura conhecida.

Não muito longe, estava o Ninja. Sentou-se perto de um pequeno riacho, parecia cansado - devia estar em mais uma das suas aventuras.

A Raposa estava quieta, de orelhas baixas, caudas imóveis enquanto o observava. Sentiu seu rosto esquentar levemente, mas não se atreveria a sair dali.

Quanto mais o seu rosto esquentava, mais ela se escondia atrás do arbusto.

A Elfa olhou para a Raposa, olhou para o Ninja e, pela enésima vez naquele dia, foi surpreendida.

“Sério? Tu acabou de detonar quatro hackers sozinha, fora o que sei lá que tu fez para me encontrar e tá se cagando por causa dele? Tudo bem que ele é chefinho, mas ele é inofensivo para quem tá do lado dele.”

Pensou enquanto olhava incrédula a cena. Mas não disse nada. Não era a hora e ela sabia que não deveria fazer esse comentário. Não cabia a ela. Ficou feliz pela amiga, eles combinavam e juntos tornariam o jogo melhor. Sem ela perceber, uma minúscula parte da sua máscara se desfez e caiu no chão macio da floresta.

- Você acha que ele nos notaria se simplesmente continuássemos o caminho? - Perguntou, o nervosismo estampado no seu rosto e no seu tom de voz. Estava claro que, na frase dela, o “nos” poderia ser facilmente trocado por um “me”.

- Bem, ele é um ninja, né? Acho que meio que é a função dele ser ágil e astuto. Vamos esperar ele passar, que tal? 

- … Tudo bem. - E, pela primeira vez em muito tempo, ela se encolheu nas próprias caudas enquanto observava o outro. Suas bochechas rosadas agora estavam bem vermelhas e suas orelhas ficaram abaixadas.

“Droga, por que fico assim toda vez que o vejo? Meu coração bate rápido. Não sei o que é isso.”

“Um dia de caça, outro de caçadora”. A Elfa se limitou a rir baixinho da piada mental. Olhou para a raposa com a cara da cor do seu manto de Natal. E sussurrou:

- Vai ver tu tá apaixonada. Eu posso dar dicas.

- ... Apaixonada? N-Não, que bobagem, tô bem… - E se encolheu mais ainda. 

- Celly! Quem sabe enganar os outros aqui sou eu, tu é bem noob tentando fazer isso. Mas whatever, acho que essa conversa não é para se ter no meio da floresta de Vermécia após uma batalha contra hackers e uma caçada pseudo mal sucedida. Cê não me engana não. - A Elfa falou para a Raposa com um certo tom de autoridade que a de nove caudas estranhou, mas não fez objeções. Ela já havia escutado dos casos amorosos da Elfa - nem sempre amorosos é verdade.

“Quem sabe eu posso aprender algo e não só ensinar ela?” Pensou enquanto o Ninja se levantava e caminhava para longe de onde estavam escondidas.

- ... Tá tão óbvio? … - Suspirou. - Tudo bem, a gente já pode sair… - E saiu do seu esconderijo sendo seguida pela Elfa, que ria da situação descaradamente; seu rosto ainda estava bem vermelho.

- Não ri de mim... :c - Dizia a raposa, com uma vozinha quase infantil.

Aquele foi um dia e tanto.

 

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Agora fica o desafio: quais partes foram escritas por mim e quais foram escritas pela Housex? :v

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TOO MUCH TEXT.

 Eu gostei, Celly. Ficou algo engraçadinho ft. as cenas com ação foram bem detalhadas, consegui imaginar as situações sem problema algum. Só acho que a formatação tá um pouco confusa (?), eu me perdi várias vezes enquanto lia. ;; KJHWAOIDUAGHDOIWAHP
 Vai continuar?

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1 hora atrás, Vinisims disse:

TOO MUCH TEXT.

 Eu gostei, Celly. Ficou algo engraçadinho ft. as cenas com ação foram bem detalhadas, consegui imaginar as situações sem problema algum. Só acho que a formatação tá um pouco confusa (?), eu me perdi várias vezes enquanto lia. ;; KJHWAOIDUAGHDOIWAHP
 Vai continuar?

Acho que é porque a gente escreveu em conjunto, então tem partes misturadas e é complicadinho de sacar quando uma escreveu e quando outra o fez.

Thanks, btw <3

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1 hora atrás, Vinisims disse:

TOO MUCH TEXT.

 Eu gostei, Celly. Ficou algo engraçadinho ft. as cenas com ação foram bem detalhadas, consegui imaginar as situações sem problema algum. Só acho que a formatação tá um pouco confusa (?), eu me perdi várias vezes enquanto lia. ;; KJHWAOIDUAGHDOIWAHP
 Vai continuar?

Agora eu formatei que nem gente JENGKDKSNGKFOE desculpe ç.ç

Os contos vão surgindo de acordo com a criatividade :3

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Passando aqui pra deixar meu comentário porque vou ler mais tarde.

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TOO MUCH TEXT.²
Como assim a mocinha de caudas fez um fic e não me avisou?!!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

obs: ainda estou lendo, mas já estou adorando...
 

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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA que perfeitoooooooooooo! <3

Não, é sério, que lindooo! Eu to amando e não vejo a hora de ter um novo conto ou um capítulo 2! ♥

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Adorei!

Foi muito bem feita. Sobre o "tamanho", não se preocupem. Eu tenho um capítulo de uma fic que escrevi em conjunto com uma amiga que passou de 20.000 palavras. Sei muito bem que não da pra segurar quando você fica empolgado.

Simplesmente perfeito. Gostoso de ler, teve ação, comédia e outros temas, tudo em uma dosagem tão equilibrada que chega a ser impressionante.

5 horas atrás, Celly disse:

"É bom você estar inteira, porque se não estiver, eu vou ter que bater em cada pedacinho seu!”

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK'

Qualé @Celly. Como que isso é uma ameaça? Eu rachei o bico quando li. Falando sério, é impossível levar isso como ameaça kkkkkkk'

Mas o legal desse trecho é que de fato é uma ameaça. Uma ameaça fofinha, que não tem nada de ameaça, mas é uma ameaça.

5 horas atrás, Celly disse:

Agora fica o desafio: quais partes foram escritas por mim e quais foram escritas pela Housex? :v

As partes da @Housex podem ser identificadas pelo "TU" :v

 

Muito obrigado por postarem isso. Andei de cabeça tão quente esses dias que até esqueci de dar continuidade a minha fic Julgamento dos Deuses, e graças a isso (e a alguns acontecimentos no meu dia-a-dia) eu consegui minha inspiração de volta.

CONTINUEM!!!!

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18 horas atrás, VelhoDoSaco disse:

As partes da @Housex podem ser identificadas pelo "TU" :v

Será?
Será que a gente não trocou tudo para confundir vocês?

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eu vou mesmo ler tudo isto?

eu vou mesmo ler tudo isto?

eu vou mesmo ler tudo isto?

eu vou mesmo ler tudo isto?

...

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4 horas atrás, Housex disse:

Será?
Será que a gente não trocou tudo para confundir vocês?

Parte de mim acha que você não faria isso.

Parte de mim te conhece e sabe que seus trolls são de outro nível kkkkkkkkkkkk'

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4 minutos atrás, VelhoDoSaco disse:

Parte de mim acha que você não faria isso.

Parte de mim te conhece e sabe que seus trolls são de outro nível kkkkkkkkkkkk'

R I S O S
Quem poderá dizer?

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3 minutos atrás, Housex disse:

R I S O S
Quem poderá dizer?

Vou pelo lado da lógica, mesmo sabendo que posso cair em uma baita bait (ba dum tss)

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  • 1 month later...

Deixando uma Ward para ler mais tarde <3, Gostei da abertura 

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Agora que me liguei que a "Máscara" faz uma alegoria ao coração.

Mindblown

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2 horas atrás, Papa disse:

Agora que me liguei que a "Máscara" faz uma alegoria ao coração.

Mindblown

F I N A L M E N T E!

BLESS <3

EU TÔ MUITO FELIZ QUE ENTENDERAM A ALEGORIA!

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  • 9 months later...

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