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[Crônicas do History] O Início


Celly
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Celly    3,126

Hello pessoas!~

Eu e @Housex orgulhosamente apresentamos pra vocês a nossa primeira série de fanfics: As Crônicas do History!

Isso nada mais é do que uma história fantástica onde Ernas é real e explica a nossa relação com ela. Agora a primeira fanfic lançada nesse universo e todas as minhas atualizações de status com aqueles mini contos vão começar a fazer sentido -q

Iremos postá-las em ordem sempre com [Crônicas do History] na frente do título para que vocês possam reconhecer e continuar lendo :3

Você pode ler a primeira fanfic desse universo aqui, a segunda aqui e a terceira aqui.

Escute aqui a background oficial para a leitura (sim, seria uma espécie de opening se a fanfic fosse animada).

Essa aqui vai explicar como tuuuudo isso começou e qual vai ser a nossa relação direta com Ernas. Espero mesmo que gostem, porque deu trabalho bolar e escrever tudo ç.ç

Essa aqui terão alguns capítulos, vamos atualizando aos poucos :3

No mais, enjoy!

-------------------------------

As Crônicas do History  

O Início

 

Capítulo 1

Spoiler

O programador olhou fixamente para a tela do computador e não pode acreditar: ele havia conseguido, finalmente, desvendar aquele código. Finalmente, depois de tanto tempo, Ernas estaria sob o seu controle. Ansioso, ele sorriu enquanto se inclinava para trás contemplando a tela. O local era uma mistura de confusão com nojeira, havia caixas térmicas empilhadas por todos os lados - restos das refeições solitárias e rápidas das tele-entregas -, a xícara manchada de um tom marrom forte tanto por fora quanto por dentro estava ao alcance do programador, as calças que ele vestira durante o dia estavam estendidas por sobre o que uma vez havia sido uma mesa para atender os colegas, alguns papéis estavam no chão, espalhados, a lixeira mais que cheia.

- Controle. Irei controlar tudo, tudo! - Ele falou em voz alta sem perceber o eco no meio da madrugada.

- Devo considerar isso como uma comemoração por obter um avanço considerável? - Um homem de terno entrou na sala com um copo de café na mão. Ele encarou a bagunça por algum tempo antes de voltar a olhar para o programador.

- Sim senhor. - Disse ele, animado. - Finalmente consegui desvendar o código-chave do jogo. Agora só nos resta…

O rapaz não terminou a frase.

As telas de todos os computadores ali começaram a piscar de várias cores diferentes. As poucas luminárias fracas daquela sala também começaram a piscar; houve um pequeno tremor.

- … Que raios?!

- Eu não sei…!

Na tela do computador mais próximo, o código descoberto tomava várias cores diferentes. As letras e números pareciam dançar entre si enquanto o tremor aumentava mais e mais a cada segundo.

- Senhor…!!!

Os monitores explodiram em uma luz roxa. Bem na frente deles, no centro da sala, um portal acabara de abrir.

Tudo estava escuro com a exceção do portal, que irradiava uma suave luz roxa por toda a sala. Esta não era muito grande - o que aumentava o senso da bagunça - e a luz parecia dançar por toda ela, mas principalmente nos olhos estagnados de ambos os homens.

- Mas que diabos é isso? - Foi o primeiro som feito, vindo do homem de terno.

- Eu… Eu… Não sei senhor, não tenho a mínima ideia de onde ou… Por que isso está aí. - O programador respondeu, num tom medroso.

O homem de terno não percebeu, mas as suas roupas estavam encharcadas de café e a sua mão estava toda melada e, possivelmente, queimada. Mas o seu olhar e foco eram todos do portal. O programador, por sua vez, estava numa posição cômica. Com a explosão ele havia caído da cadeira, estava sentado no chão, barriga pra cima, palmas das mãos no chão e as pernas semi dobradas estavam abertas. As meias até metade da panturrilha combinavam com a cor da sua cueca, um leve tom azulado. Apesar do medo, a sua curiosidade - e talvez ganância? - falou mais alto. Ele engatinhou até o portal. Mirou-o por alguns segundos.

- O que está esperando? Toque-o! - Demandou o homem do terno, agora prestando atenção ao terno e às mãos.

- Sim, senhor! - A voz dele não ecoou na sala.

Tocou o portal levemente. E sumiu.

O engravatado, por sua vez, ficou mais surpreso ainda ao ver um dos seus melhores programadores simplesmente desaparecer na sua frente ao tocar na coisa brilhante. Achou melhor chamar toda a sua equipe presente ali naquele horário - que não eram muitos - para verificar aquilo e, possivelmente, ir atrás do programador perdido.

- Não pode ser… - Exclamou um dos funcionários responsáveis pela história do que até então era apenas um game.

- O quê? Você sabe o que significa isso? - Perguntou o de gravata preta. Sua mão ainda estava melada, mas não se importava.

- Esse… É um portal dimensional. - Continuou, ainda perplexo com o que estava vendo. - Igualzinho ao de uma das missões do jogo. Como isso apareceu aqui?

O nosso programador descobriu um código.

- Isso… É impossível… - Aproximou-se da massa de energia roxa.

- Cuidado!

- Não… Não precisa ter medo. - Ele riu. - Apenas venham comigo.

- Tem certeza disso?

- Absoluta. Não tem ninguém aqui que saiba mais desse jogo do que eu.

Eis que entram no portal, depois de muita hesitação. Ao passarem por ele, foram cobertos por uma energia sem precedentes - tiveram a impressão de estarem entrando em alguma coisa muito macia. Os responsáveis pela história sabiam que estavam tendo contato pela primeira vez com a magia daquele universo que pensavam ser fictício até o momento.

Ao cessar da luz, se viram no meio de uma campina onde várias criaturas fantásticas - conhecidas pelos funcionários que lidavam dia a dia com aquele universo - vagavam tranquilamente por aí.

- Ernas… É real…?

- Impossível…

- Está bem na sua frente!

- Isso… Só pode ser um sonho…

----------------------

Em um ambiente escuro, frio, hostil, certas criaturas se agitaram. Elas até poderiam não ser protegidas pelas deusas, mas tinham os seus truques e elas sentiram a mudança. Uma porta havia sido aberta. Duas perguntas pairam nas cabeças delas: para onde e seria possível ir e vir?

Elas já sabiam influenciar o outro lado. Haviam descoberto uma maneira de dar ideias, sugerir, levemente manipular os humanos, afinal todos os universos estavam interligados, bastava achar as estradas corretas. Mas eram limitadas corporeamente. Podiam até vagamente agir do outro lado, porém não passavam de ideias para os humanos. Até agora.

Uma delas, mais atenta e esperta que as outras, resolveu investigar. Foi se arrastando por entre o cenário, passou por algumas criaturas pacíficas, em um determinado momento teve que se esconder nas sombras de uma árvore ao ver um heroi. Entretanto, a uma certa distância, viu o prêmio maior: humanos.

Eles estavam ajudando um deles a levantar e olhavam para todos os lados, maravilhados com a riqueza e beleza de Ernas. Riam, apontavam, conversavam, um deles chegou até a abraçar outro que vestia uma estranha armadura - na concepção da criatura nada útil, afinal suas pernas estavam expostas. Mesmo longe podia sentir o peso da ganância do grupo, a inveja do humano de estranha armadura, a raiva de outro. A criatura olhou a sua volta: nem sinal das deusas. Os humanos estavam entregues à própria sorte.

- Eu posso ajudar vocês. - Disse a estranha criatura aparentemente sem corpo físico, aproximando-se lentamente dos seres que não eram daquela dimensão.

- Quem raios ou o quê é você?! - Exclamou um dos homens, assustado.

-Eu não lembro de escrevermos sobre criaturas assim na história… - Falou um outro, claramente confuso.

“Uh, eles pensam que criaram esse mundo só pelo fato de terem escrito sobre ele. Que divertido!”

- Ora, então eu posso dizer que sou uma surpresinha dessa dimensão pra vocês. - Sorriu de maneira maldosa.

-Bom, você disse que podia ajudar. - Disse o engravatado. - Pode começar nos explicando como tudo isso aconteceu.

- Ahh, isso é simples. - A criatura soltou uma risadinha. - Ora, como vocês acham que tiveram as ideias para escrever sobre esse mundo?

- Uma série de sonhos. - Respondeu timidamente um dos rapazes mais novos dali. - Nós da parte das histórias tivemos uma série de sonhos… Onde a história do jogo simplesmente passou na frente dos nossos olhos como se fosse um filme.

- E quem vocês acham que os fez sonhar essas coisas? - O sorriso da entidade alargou-se.

- … Como?! - Os homens pareciam incrédulos.

- Ora, nunca tivemos poderes para transpassar dimensões, mas sabíamos que vocês conseguiriam criar um portal. - Fez uma pequena pausa. - A única coisa que conseguíamos fazer era assistir vocês nas suas vidinhas e influenciar em alguns pensamentos. Isso ficava bem mais fácil de fazer enquanto vocês dormiam, por isso os sonhos.

- Existem mais de vocês?!

- Claro. Só não estão todos aqui para não assustá-los. - A coisa incorpórea flutuava de um jeito estranho enquanto falava.

- A propósito, todos aqueles vilões das histórias que vocês escreveram… Existem de verdade aqui e fomos nós quem os convenceram a agir daquela forma. Só não contamos isso a vocês nos sonhos.

- E por que não?

- Ora, não se pode apressar as coisas, não é mesmo? - A coisinha riu. - Existem ainda muitas coisas em Ernas que vocês não viram nos sonhos… E podemos ajudá-los a descobrir.

- E por que isso seria bom para a KoG? - Perguntou o engravatado.

- Ahh, meu amigo… Você não gosta de ter tudo nas suas mãos? Glória, poder…?

O homem ficou mudo.

- O que acham de poder moldar esse mundo de acordo com as suas vontades? Falta muito pouco pra isso. Vocês só precisam derrotar as Deusas e seus estúpidos escolhidos… Então, Ernas estará nas suas mãos! Imagine poder vender essa ideia lá no mundo de vocês, hmm?

Os homens se olharam desconfiados, aquela era uma criatura que havia abertamente confessado influenciar outros para cometerem coisas terríveis, por mais que uma parte deles ainda acreditasse que se travavam apenas de histórias de um jogo online muito popular, ainda eram coisas terríveis de se fazer. Mas a sede de poder natural do ser humano os fez hesitar, o que deu tempo a criatura de avaliar eles melhor ainda e propor algo que seria inegável.

- Vejo que vocês estão receosos, tudo bem, eu também ficaria. Porém pensem bem, se vocês conseguiram abrir o portal para Ernas podem, possivelmente, abrir para outros universos … - Ela falou casualmente.

Outros universos? - o homem do terno perguntou, claramente fisgado pela ideia.

- Sim! Vocês acham que Ernas é um único universo? Existem muitos outros. Da onde vocês acham que vem essas ideias? Todos esses vilões? Herois? Batalhas? Mundos? Eles são todos reais e podem ser seus. - Agora a criatura estava vendendo, a sua língua batia nos dentes enquanto falava e sorria ao mesmo tempo.

A expressão no rosto de todos não poderia ter sido mais perfeita: todos se interessaram. Mundos sem limites para serem explorados. Quem poderia dizer quantas formas eles poderiam achar de vender esse conteúdo? Quantos novos jogos? Eles iriam se tornar os maiores desenvolvedores de todos os tempos, bastava aceitar aquela estranha proposta.

A criatura apenas observava pacientemente os humanos se decidirem, ou melhor, pararem de imaginar as riquezas que teriam. “Tudo que preciso é convencê-los de serem nossos receptáculos do lado de lá, então, vamos encontrar um jeito de derrubar vocês Deusas. Uma questão de tempo. Quem diria?”.

- E o que vocês precisam de nós? - falou, por fim, o programador da estranha armadura.

A criatura lambeu os lábios e sorriu vagarosamente.

- Venham comigo e nós podemos explicar tudo para vocês. Alguns segredos de Ernas e como faremos essa aliança muito produtiva. - E fez um gesto quase suave de que eles deveriam segui-la. E assim fizeram.

 

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