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Chase History

[Crônicas do History] A História da Raposa


Celly
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Celly    3,126

Hello pessoas!~

Hoje apresentamos a vocês mais uma parte dessa nossa saga, dessa vez vocês vão ler a história da raposa de nove caudas. Tudo vai fazer sentido e se encaixar completamente quando a fanfic do início de tudo estiver completa, então se querem saber mais, fiquem atentos :v

Aqui e aqui vocês podem ler mais duas histórias dessa série de fanfics que eu e @Housex estamos escrevendo e aqui você pode escutar a soundtrack oficial da história -q

Enjoy!~

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A  História da Raposa

 

- Eu preciso saber se é verdade. - Disse a Raposa enquanto caminhava. - Se existem mais raposas de nove caudas. Elas podem me ajudar a recuperar essas lembranças!

- Beleza, beleza, a gente já tá indo. - Respondeu a elfa, esforçando-se ao máximo para não se embolar nas caudas da outra. - Então quer dizer que você era uma raposa de verdade? - Perguntou, sorrindo.

- Sim, eu era. - Suspirou.

- Então se você conseguir voltar pra sua verdadeira forma eu posso montar em você? - O sorriso abriu-se em uma risada.

- Housex!

- Que foi?! Seria legal. - Ela respondeu, deixando claro que era uma brincadeira.

A outra revirou os olhos. - Já estamos quase chegando em Xênia...

Estavam naquela viagem já há algumas horas. Depois de procurar por informações, a de nove caudas descobriu que existem mais raposas da sua espécie e que são nativas de Xênia; a viagem é longa, mas precisava descobrir mais sobre aquelas lembranças em pedaços que a atormentavam.

- Chegamos! - A Raposa pulou do navio em que estavam. - Xênia!

- Legal, agora a gente vai caçar raposas? - A outra se ajeitava enquanto observava a colega.

- Mais ou menos. - Começou a andar. - Não sabemos onde elas costumam viver, então teremos que perguntar aos nativos.

- Mas cê tá ciente de que eles falam uma língua diferente, né? - A Elfa suspirou. - Como vamos estabelecer algum tipo de comunicação com eles?

- Tem que ter um jeito... - Parecia um tanto quanto chateada. Sentia que tinha algo que precisava saber urgentemente.

A mascarada notou a expressão no rosto da parceira; aquilo parecia mesmo ser muito importante pra ela. Iria até o fim por isso mesmo.

Sem que elas notassem, uma pequena rachadura apareceu em um dos extremos da máscara.

- Bom, aqui é o vilarejo mais próximo do litoral... - Disse a Raposa enquanto adentravam o local. - Já dá pra ver alguns nativos andando lá na frente...

A pequena vila aparentemente  não tinha nada de especial. Vários nativos de tamanho diminuto - alguns centímetros maiores do que a Elfa, apenas - andavam pelos cantos com suas lanças e máscaras, passando em frente a várias casinhas simples que pareciam ser feitas de madeira e palha. Ao longe parecia ter uma fogueira onde alguns nativos se juntavam pra fazer algum tipo de confraternização. Todos falavam alguma língua estranha.

- Olha, eles podem ser parentes meus. Que tal? - A Elfa falou tentando alegrar a Raposa e a si própria. - Hummm… Que língua fina, delicada. Você tá entendendo alguma coisa do que esses caras falam? - Perguntou sarcasticamente a Elfa.

- Um pouco... - Eis que a resposta a surpreendeu.

- Peraí, como assim "um pouco"?

- Eu não sei... - Disse ela, olhando para os lados. - Por algum motivo, consigo entender algumas palavras... Poucas...

Enquanto caminhavam, alguns nativos a encaravam curiosos. Não se pareciam nem um pouco com os jogadores que passavam por ali de vez em quando; cochichavam entre si, mais curiosos do que assustados. Alguns tomaram coragem para se aproximar das estranhas, as avaliando cuidadosamente. Sabiam que não eram perigosas.

- Hã... Celly... - A Elfa agarrou-se na perna da outra, meio receosa, meio fazendo teatro.

- Não se preocupe, estão apenas curiosos. - Respondeu, observando a pequena multidão que tinha se formado em volta delas. Alguns até tocavam suavemente nas suas caudas.

- As lendas... - Um nativo ancião aproximou-se, abrindo espaço entre os outros. - São verdadeiras...

- Opa! Cê fala a nossa língua? - A Elfa desagarrou-se da raposa e se aproximou.

- Um pouquinho, falo sim... - Disse ele, com o olhar vidrado na de nove caudas. Com a mão, pediu que ela se abaixasse.

Os outros nativos, em sinal de respeito, afastaram-se, embora alguns continuassem observando de longe.

A Raposa ajoelhou-se na frente do ancião, que retirou a sua máscara para que pudesse observá-la melhor. Revelou um rosto atingido pela idade e orelhas levemente pontudas - não tão pontudas quanto a de um elfo - que faziam par com as suas poucas rugas.

- A raposa de nove caudas, a Guardiã das lendas... Existe. - Ele sorriu, tocando cuidadosamente o rosto e as orelhas dela.

- Lendas...?

- E essa é outra Guardiã, suponho. - Encarou a elfa mascarada.

- Mais sempre é melhor né? - A Elfa respondeu orgulhosa.

O ancião apenas ignorou a Elfa, o que não a deixou muito satisfeita. Embora estivesse acostumada a ver a amiga levar todas as atenções, não podia deixar de se sentir posta de lado, quase descartada. A pequena rachadura da máscara desapareceu.

- Eu... Preciso saber onde estão as outras raposas de nove caudas. - Disse a Raposa. - Elas podem explicar os lapsos de lembranças desse mundo que eu tenho.

O ancião soltou um longo suspiro.

- Venham comigo. - Disse, virando-se com alguma dificuldade e caminhando lentamente para uma das pequenas cabanas. As duas não tiveram outra opção a não ser segui-lo.

- As raposas de nove caudas eram uma espécie bem comum do contingente de Xênia. - Começou ele, sentando-se em uma pequena mesa de madeira com poucas cadeiras, fez sinal para que elas se sentassem ali e assim as guardiãs fizeram, que Celly fez com uma certa dificuldade, os móveis não eram feitos para pessoas maiores que a Elfa. - São três sub-espécies diferentes: as vermelhas de olhos verdes, as negras de olhos violetas e as brancas de olhos amarelos, assim como você... Às vezes as espécies se misturavam e nasciam crias de duas cores diferentes e olhos heterocromáticos... Por serem criaturas místicas, algumas nascem com o poder de controlar o fogo e usam isso para defender quem elas gostam e a si mesmas.

A Raposa, ao ouvir aquilo, deixou surgir na sua mão uma pequena chama azul.

- Ah! Vejo que você é uma das que nasceram com esse dom especial. - Disse ele, sorridente. - Algumas eram extremamente selvagens e não se aproximavam dos nativos, já outras eram o oposto: amigáveis e faziam amizade conosco. Sempre dizíamos que não existia nada maior do que a lealdade de uma raposa... Por aqui, é um elogio enorme escutar de outra pessoa que você é leal ou forte como uma raposa até hoje.

- E onde elas estão hoje? - Perguntou a Elfa, já preocupada com a resposta.

- Ah, minha querida... - Ele lançou um olhar triste para a Elfa e outro para a Raposa. - Elas não existem mais, estão extintas. Ou melhor, foram exterminadas.

- O quê...? - A expressão da Raposa mudou para uma triste e melancólica.

- Ter um Guardião entre elas sempre foi um perigo e sabíamos disso. - Ele suspirou. - Isso foi antes de vocês serem jogados no portal. E pelo o que eu vejo... Cada um de vocês voltou com uma maldição. -

- Eu não notei nenhuma diferença - A Elfa comentou, mas notou que não tinha parte naquela conversa. Resolveu ficar calada de vez.

Ele as observou bem.

- E a sua, pequena raposa, é ter sido transformada em meio humana.

Ela abaixou as orelhas e desviou o olhar. O ancião por alguns momentos sentiu-se culpado por ter contado aquilo daquela maneira.

- Mas diga-me, pequena raposa. - Disse ele, cutucando-a de leve. - Você sente algo aí dentro, não sente?

- ... Eh?

- Instintos, minha querida. - Disse, cutucando de novo. - Instintos animais.

- Como você…?

- Eu sei de muita coisa. - Ele sorriu. - A vontade flamejante das raposas ainda queima no seu peito! Posso ver, no fundo dos seus olhos, a alma de uma verdadeira raposa. O amarelo profundo dos teus olhos brilha com a luz do Sol!

Um pouco tímida, ela sorriu.

- Oh... - Disse ele, a encarando mais de perto. - E o seu coração também bate por alguém, hmmm? - Soltou um sorriso travesso.

A Elfa pôs-se a gargalhar batendo os pés no chão enquanto a Raposa se encolhia nas suas caudas.

- Raposas sempre foram muito sentimentais, o seu amor é o mais puro entre os animais. Deixe-me adivinhar... Um guardião, não é?

- Sim! Um certo Ninja por aí! - A mascarada não se conteve, respondeu, animada. A Raposa tentava esconder o seu rosto vermelho.

- Mal sabe esse rapaz que está a um passo de ter ao lado de si a criatura mais leal de Ernas, com um amor tão puro quanto as águas que despencam de uma cachoeira. - Sorriu. - Uh, vocês vieram de longe, os outros Guardiões devem estar preocupados.

- É, isso é verdade. - Disse a Elfa, descendo da cadeira. - Vamos! Ainda temos muitos hackers pra caçar! - Ela parecia querer terminar a conversa rápido demais.

- Espere! - Protestou, depois de levantar. - Mas... E as lembranças...?

- O significado delas virá com o tempo, minha cara. - Respondeu o ancião. - Quando você estiver pronta, tudo fará sentido.

- ... Obrigada. - Disse ela, deixando-se ser puxada pela Elfa para fora dali.

- Vá em paz, linda raposa. - Disse o ancião, logo depois das duas saírem de sua cabana. - Boa sorte na sua jornada. - E colocou novamente a sua máscara no rosto.

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Tarlarod    205

Música original pra quem quiser saber de onde a celly tirou essa versão: 
 

 

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Ginko    1,403

Mais um capítulo bem escrito. Adorei o diálogo, bem objetivo (pelo menos eu o vi assim).

A parte da raposa se escondendo nas caudas me fez imaginar a @Celly se escondendo em uma flor com muitas pétalas kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk'

Não me perguntem o porque disso.

Gostando muito do trabalho de vocês com essa história. Só esperando as aparições dos outros guardiões.

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Beyonce    1,008

AAAAAAAAA so excited! A história aos pouquinhos vai se revelando e eu to amando demais!

Eu gostaria de ver menos contrações nas palavras, parece que ainda estou lendo duas autoras diferentes da mesma linha e apesar de ser um trabalho co-escrito eu acredito que uma formalidade por inteiro seria mais justo, ou então uma informalidade de vez para quebrar o gelo!

No mais, mal posso esperar pelo próximo capítulo. ♥

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Housex    2
9 minutos atrás, Beyonce disse:

Eu gostaria de ver menos contrações nas palavras, parece que ainda estou lendo duas autoras diferentes da mesma linha e apesar de ser um trabalho co-escrito eu acredito que uma formalidade por inteiro seria mais justo, ou então uma informalidade de vez para quebrar o gelo!

Sou eu :B
Eu queria me aproximar do jeito que falo algumas vezes aqui no fórum/discord, mas acho que ficou estranho.
Anyways, thanks pela dica eu vou prestar mais atenção nisso da próxima vez.

E que bom que vocês estão gostando <3

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