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[Crônicas do History] Um Conto Sobre Sentimentos


Celly
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Hello pessoas!~

Eu e @Housex orgulhosamente apresentamos pra vocês a nossa primeira série de fanfics: As Crônicas do History!

Isso nada mais é do que uma história fantástica onde Ernas é real e explica a nossa relação com ela. Agora a primeira fanfic lançada nesse universo e todas as minhas atualizações de status com aqueles mini contos vão começar a fazer sentido -q

Iremos postá-las em ordem sempre com [Crônicas do History] na frente do título para que vocês possam reconhecer e continuar lendo :3 

Recomendamos escutar a trilha sonora da série para maiores efeitos dramáticos.

Leiam também as outras fanfics desse enorme projeto:

Essa aqui se passa logo depois da "Um Conto Sobre Compaixão"; quem leu o meu último continho na atualização de status já consegue saber mais ou menos o que vem por aí. Enjoy!

Crônicas do History

Um Conto Sobre Sentimentos

Spoiler

- Tá, eu vou ter que te contar de novo? Poxa! Cê não tá acreditando na minha palavra? - A Elfa falou olhando para a Raposa enquanto colocava as mãos no peito, no local do coração e fazia uma voz chorosa. - Eu tô te falando, ele foi lá, quebrou todo mundo a pau, eu quase junto, full Berserker e depois te socorreu. Te carregou nos braços e tals. Toda aquela paradinha filme Disney.

- Tipo… É sério mesmo? - A Raposa remexia as caudas enquanto tentava raciocinar. Estava sentada na cama de casal daquele quarto enorme, cedido pelo reino de Canaban, confusa e ainda com as roupas rasgadas e ensanguentadas. - Eu só não… Consigo mentalizar. Só isso… - Piscou forte os olhos.

- Ou não quer né? Porque enquanto tu estiver se enganando, ou melhor, tentando se enganar tu não precisa falar isso com ele, né espertinha? - A Elfa estava um pouco mais afastada, escorada em armário próximo. Nesse armário havia algumas bandanas e curativos, além de uma bacia com água.

- … Eh? - Tombou a cabeça e remexeu as orelhas. - Como assim me enganando e o que eu preciso falar com ele?

Havia se passado algum tempo desde aquele resgate. Era difícil para qualquer uma das duas pensar que um segundo a mais ou a menos naquela situação poderia gerar um resultado catastrófico - mas por sorte, a de nove caudas saiu sã e salva. Só ficou desmaiada por algumas horas.

Ambas estavam cansadas da batalha e dos perigos que haviam enfrentado, mas sabiam que era apenas o início; Tinham consciência de que o pior ainda estava por vir. Mesmo assim elas sentiam que tinham um assunto muito mais urgente a tratar e, talvez, potencialmente mais perigoso: o que fazer com o coração?

- Eu vou pegar mais curativos. Impressionantemente tu ainda precisa limpar mais feridas. Vem cá, como que cê faz isso? Quase morre e tá aí? Congelada só de pensar em falar com ele. E sim, não adianta me enrolar. Fingir é o meu truque, o seu é cortejar a morte. - Falando isso saiu do quarto.

- … Eu te juro que ainda não entendi. - Ela disse para si mesma, suspirando em seguida. Deixou o olhar se perder em um ponto qualquer do cobertor de renda enquanto se encolhia no meio das suas caudas, abraçando as próprias pernas, esperando a outra voltar.

Enquanto andava atrás dos itens que necessitava, a Mascarada ficou pensando em como a amiga era esperta para entender os outros, as circunstâncias de cada situação e como sabia ponderar ações, e mesmo assim era completamente tapada quando o assunto era o Ninja. Ao entrar no depósito - que servia para guardar tudo e mais um pouco - ligou a luz e começou a procurar pelos curativos, foi então que percebeu um manto avermelhado, escondido num cantinho. Ele era de um vermelho vivo, mas suave ao olhar, de rendas finas e tinha um toque macio. A sua curiosidade a levou a abrir o mesmo. Era um vestido.

- O que você pensa que está fazendo?! - A voz do Ninja ecoou no depósito e a Elfa pulou assustada.

- Che… CHEFINHO! Assim você vai me matar do coração!

- Housex.

- Sakegari.

Ambos ficaram se olhando por alguns segundos.

- Então?! O que você pensa que está fazendo? - O moreno perguntou em um tom firme, os olhos fixos no vestido.

- Procurando band-aids pra Celly. - Ela respondeu inocentemente. O vestido, ainda em suas mãos... Podia sentir que era uma malha delicada ao toque, algo digno de uma rainha.

- Isso não me parece um curativo. - Apontou para o vestido.

- E não é que não é mesmo? Cê sabe o que é?

- Um vestido, Housex.

- Ah tá. Bonitão ele, né? - A Elfa havia entendido o propósito do vestido. Vermelho, como ela bem sabia, era a cor favorita da Game Master. E a reação do Administrador o havia entregado. Aquele era um presente, um token de amor. - Ele é seu? Se for, ótimo bom gosto Chefinho, mas acho que vermelho não combina com as suas adagas.

Ele continuou a encarando com um semblante sério.

- Ponha isso onde você achou.

- Okeys. - E o dobrou da mesma forma que o encontrara, colocou no local que havia visto e continuou a procurar os itens para a amiga. Coletou-os e saiu dali, mas antes parou na porta, encarou o Ninja e disse. - Ela vai adorar. - Se segurou na porta, sabia que ele queria perguntar algo.

O Administrador ficou mudo por alguns segundos.

- Ela já acordou?

- Yeps! Tá lá, duvidando de como tu resgatou ela e pá, carregou e tudo mais. Me pediu para repetir umas mil vezes, sempre se negando a acreditar que tu mesmo a salvou. Aliás, tu podia dar mais um buff pra ela, sabe? Acho que seria bom, para garantir.

O Ninja soltou uma curta risada.

- Ela não precisa, já é forte por si mesma. - Caminhou para a janela. - E o que ela não der conta, eu dou. - Disse baixo, abrindo as portinhas de vidro e pulando para fora.

- Minhas santas deusas de Ernasis! Esses dois! - A Moderadora resmungou enquanto voltava ao quarto. - Se a gente depender desses dois se ajeitarem estamos condenados. Já era. - E caminhou rindo da situação.

Ao chegar no quarto a amiga estava encolhida na cama, no meio das caudas. Sabia que ela só ficava assim quando tinha algo que não queria encarar ou tinha medo de admitir. O olhar estava fixo na janela e podia ver que ela estava assim a algum tempo. Mesmo com a presença da menor, a Raposa não se moveu.

- Então, Celly, eu vou terminar de limpar essa ferida no braço, mas vai doer. - Falou mais para despertar a outra do que para avisar do que iria fazer. - Vermelho ainda é a sua cor favorita né?

- Hmmm… Tudo bem, obrigada… - Resmungou a outra, ao ser tirada do transe pela Elfa. - Eh? … Sim, é. Por quê?

- Nada não. Só confirmando uma teoria. Bem, o que eu tava falando? Ah, sim, quando é que tu vai admitir que tem sentimentos fortes por ele? - Molhou uma gaze e a enxugou.

- Não sei do que está falando, Housex. - Ela suspirou.

- Tá, seguinte, cê tá começando a me estressar. Eu já te falei: enganar é o que eu sei fazer. Cê sabe bater e banir. Não tente mentir pra mim. - Passou a gaze no braço da Game Master, o sangue estava seco, logo ela precisava aplicar o algodão com força, mas não queria machucá-la. Optou por repetir o processo, iria demorar mais, mas seria mais suave. - Cê gosta dele e ele gosta de ti. Isso é óbvio pra todo mundo.

A de nove caudas encarou a outra com certa surpresa no olhar depois de ouvir a última frase, mas não conseguiu dizer nada. Apenas se encolheu ainda mais; se a Elfa observasse melhor, iria perceber que a Raposa estava engolindo o próprio choro.

- Eu entendo que tu tem receios por conta da maldição, tudo bem. Mas tu precisa abordar isso. E tu sabe disso melhor do que eu! - Passava o algodão gentilmente no braço enquanto falava, por algum motivo não conseguia olhar para a amiga. Era a primeira vez que ela estava dando um conselho, até então só recebera.

- Housex, eu sou uma raposa. - Começou, com a voz tremendo. - Um animal selvagem. Quando a maldição terminar e nós recuperarmos as nossas essências… Eu voltarei a ser só uma raposa. E nada que eu sentir vai importar mais. - Escondeu o rosto.

- Cê acha mesmo isso? Cê acha que isso é o que vai acontecer? Pô! Se você é um animal selvagem o que sobra para nós? Cê é uma das melhores pessoas que eu já encontrei na vida e tu sabe o quanto eu já rodei esse mundo, quantas pessoas eu já conheci. Tu me ensinou o que é ser bondosa, gentil, a ter compaixão mesmo por aqueles que não merecem. Tu me ensinou a ser melhor. Acha mesmo que um animal selvagem conseguiria isso? - Havia terminado de limpar o ferimento e agora pegava os curativos para fechar ele.

Quanto mais ela ouvia, mais chorava. Só não queria que a mascarada a visse assim.

- O máximo que eu posso te dizer sobre isso, além de agradecer os elogios, é supor que a minha alma é humana. Mas continuo sendo só uma raposa de nove caudas que vai voltar ao normal assim que a maldição for quebrada. - Cada palavra que proferia parecia uma faca diretamente no seu peito. O assunto era doloroso por demais para ela.

A Elfa suspirou. Segurou a mão da amiga, levemente lhe fazendo um carinho e olhou para ela. Seus olhos verdes viram o quanto a amiga sofria com esse pensamento, com a ideia de que era apenas um animal, um ser irracional que estava ali por acidente. “Ainda bem que tenho a máscara, assim ela não vai me ver chorando também.” Agradeceu às Deusas. Ficou encarando a amiga por alguns segundos até que disse.

- Eu me recuso a acreditar que a nossa recompensa por proteger, cuidar e salvar Ernas vai ser isso. Nós temos escolhas Celly, algumas menores, outras muito mais importantes. Eu acredito que um dia nós vamos ter que tomar uma decisão, fazer a escolha definitiva. - Foi firme, mas suave ao proferir as palavras. Queria que a amiga confiasse no que ela dizia, mas ao mesmo tempo queria confortá-la. Desejou, por todos os seres naquela dimensão e em outras, que trocasse de lugar com ela, que a Elfa se tornasse o animal e a Raposa, a humana. - Celly, não é possível que a recompensa final seja essa, simplesmente não é.

- Até o momento, a única maneira de eu continuar nessa forma é a maldição não ser quebrada. - Limpou o rosto, evitando encará-la diretamente. - É só o que me aguarda…

- Bem, lembra do que ela nos falou? Que as maldições estavam aqui para nos enfraquecer, mas que as Deusas permitiram porque viram nelas uma oportunidade para aprendermos algo? Quem sabe o que tu tem que aprender é a ser ambas as coisas: Humana e Raposa. E ao fazer isso, tu pode voltar a forma que desejar. - Ainda segurava a mão da amiga. - Cê só não pode fingir que isso não tá acontecendo.

- Então me diz como eu lido com isso?! - Finalmente arrumou coragem para encarar a que estava tentando lhe consolar, com uma expressão incrédula. - Fico nervosa quando ele está perto, principalmente porque consigo detectar a sua presença. Não consigo manter a postura firme e de quebra tenho medo que os meus instintos me levem a fazer algo impensável. - Suspirou. - Eu… Só não sei. Só isso.

- Comece admitindo o que você sente. É amor ou apenas paixão? - A Mascarada deixou rolar mais algumas lágrimas e pode ver a amiga acompanhar o movimento de queda delas, sabia que estava tão triste por ela que não conseguia se conter e por mais que quisesse esconder que sofria, não conseguia mais. Era uma dor que ainda não havia sentido até aquele momento. Uma dor profunda que fazia a sua máscara esquentar e arder no rosto, algo completamente inesperado.

- Nunca te contei como isso tudo começou… - A de nove caudas respirou fundo. - Nos conhecemos desde os primórdios do History. Eu o ajudei quando ele precisou de alguém do lado e acabei encontrando uma pessoa… Alguém tão doce e machucado pelos outros… Uma pureza e bondade que eu nunca tinha visto em ninguém. Aí o portal se abriu e cá estamos nós. Descobri que sou uma raposa. Final triste.

A Elfa ficou em silêncio por alguns segundos. Sabia exatamente o que aconteceria em seguida: O choro contido não o seria mais. Apenas deixou que a amiga despejasse as lágrimas por sobre a cama e as roupas manchadas, algumas caíram nos seus braços.

- Celly, tu é muito querida e centrada nas tuas decisões, muito mais que eu. Mas às vezes tu precisa escutar cada coisa óbvia! Tu lembra da conversa que tivemos com a Bey? Aquela que nos esclareceu tantas coisas e nos deu mais dúvidas e temores ainda?

- Eu não consigo trabalhar com a incerteza, Housex. - Respirou fundo e tentou limpar o rosto. - A chance de eu simplesmente voltar a ser uma raposa existe e é grande… Essa foi uma das incertezas e temores que a Bey nos deu…

- E ela não falou que podemos moldar o final? Que nada está determinado? Por que tu não poderia moldar o final da tua história com ele de maneira a ser feliz? - Respondeu num tom levemente irritado. A amiga simplesmente não queria aceitar a verdade.

- Porque eu não sei como alcançar esse final. - Respondeu, claramente incomodada e nervosa com aquilo. - Não sei como alcançá-lo.

- Já te passou pela cabeça que ele pode te ajudar com isso? Que vocês dois juntos podem alcançar esse final?

- … - Ficou muda por alguns segundos. - Você fala como se tivesse certeza absoluta que a paixão dele sou eu.

- Quem mais seria, Celly?

- Não sei. - Desviou o olhar. - Ele nunca me disse nada. Se ele deu sinais, eu não soube ver. Nunca sei, na verdade… - Encarou a janela. - Tudo o que se refere à sentimentos é novo pra mim.

- … Sabe, muitas vezes eu acho que se vocês fossem tão óbvios com as palavras quanto são com as ações seria tão mais fácil. - Terminou de ajudar a amiga com os curativos. - Ou vocês precisam de um sério empurrão. - Tinha se levantado da cama e estava guardando o que havia sobrado. - Você deveria tomar um banho e descansar, cê tá imunda.

- Adoro a sua sinceridade… - Riu brevemente. - Você é observadora e está me dizendo que o cara que eu gosto também gosta de mim. Já devia esperar que eu fosse ficar mais desnorteada do que geralmente sou nesse assunto. - Levantou-se com alguma dificuldade.

- Eu sei disso. Eu sei que é novo pra ti, como é novo pra mim. Cê sabe o quanto eu ainda estou engatinhando nisso. Mas ó, de verdade, vai por mim: ele gosta sim de ti. Quer que eu pegue um lanche pra ti antes do cochilo?

- Acho que eu consigo ir até a cozinha… - Disse, arriscando-se a dar alguns passos para frente. - É, até agora tudo bem…

Observou a Game Master. O que tinha de forte, tinha de teimosa. Teve uma ideia repentinamente.

- Okeys, cê que manda. Eu também vou tomar um banho. Byezinho. - E saiu pela porta para a surpresa da outra.

- … - Tombou a cabeça e deixou as orelhas se remexerem. - … Tudo bem, bom banho. - Disse a Raposa, caminhando devagar para fora do quarto. Estava indo até a cozinha.

Nesse meio tempo a Elfa voltou à dispensa, guardou as coisas que havia recolhido e antes de pegar o que viera realmente buscar olhou por todos os cantos. Chegou até a invocar um dos espíritos para ter a mais absoluta certeza que não toparia com o Ninja novamente. Sorriu. “Acho que esse é o empurrão que falta” pensou.

A de nove caudas, enquanto isso, despia-se e entrava debaixo do chuveiro logo depois do seu lanche. Permitiu-se terminar de chorar ali, na paz da solidão, enquanto lavava o seu corpo e retirava dele os resquícios das feridas e da sujeira. Sentiu-se incrivelmente mais leve.

Terminado o banho, enrolou-se na toalha e saiu dali, voltando para o quarto. Tinha esquecido de pedir à Elfa roupas novas, já que as suas estavam rasgadas… Droga.

A Mascarada esperou escondida até que os sons no quarto da amiga sumissem por completo. “Depois dessa batalha ela deve estar exausta, vai capotar com certeza. Eu só preciso disso. Que ela durma.” Se manteve nas sombras do castelo, a Raposa a havia ensinado bem e ela fora uma excelente aluna.

Não demorou muito para que, de fato, a Raposa adormecesse. Tentou esperar a Elfa voltar para pedir roupas novas, mas acabou deitando na cama e adormecendo enrolada na toalha que usava, sem nem perceber.

Ela entrou vagarosa e quietamente no quarto, a noite já tinha caído e apenas algumas frestas na janela deixavam o luar iluminar o quarto. Se a Raposa acordasse não enxergaria nada, ou melhor, quase nada. Talvez ela visse um vulto avermelhado andando no lusco-fusco. A Moderadora deu passos incertos até a beirada da cama, embora soubesse como ser silenciosa, aquela era uma missão de vital importância, não podia errar. Ao chegar nela, pendurou o item vermelho e junto dele deixou um bilhete - que talvez tivesse fabricado alguns minutos mais cedo, mas continha palavras verdadeiras.
Refez os passos para a porta da mesma maneira que os tivera feito da primeira vez, parou na porta, olhou a amiga adormecida e o leve reflexo da malha. Mais um sorriso. Mais uma rachadura. Saiu de vez para o seus aposentos e tarefas, estava morta de fome e desesperada por um banho. Porém antes de fechar de vez a porta teve a sensação de ter visto um vulto na janela, olhou novamente e não viu nada. “Deve ter sido a minha imaginação.”

Assim que ouviu a porta se fechar, ele apareceu. Revirou os olhos enquanto caminhava até o vestido, já pronto para pegá-lo de volta quando notou que tinha um bilhete junto dele. Por curiosidade, resolveu lê-lo.

“Para o baile de Canaban. Um presente para a rainha da minha vida.”

O Ninja sorriu enquanto sentia as suas bochechas esquentarem. O que estava escrito ali não era nem um pouco mentira e ele sabia muito bem disso. Não sabia ao certo como dar aquele presente e a mascarada acabou por arrumar-lhe uma solução; devia agradecê-la depois. Deixou o bilhete logo em cima do vestido e quando levantou o olhar, a viu adormecida.

Antes mesmo que raciocinasse, já tinha se aproximado para observar mais de perto. Deixou os dedos escorregarem nos cabelos metade negros, metade loiros enquanto passeava com o olhar pelas feridas que ela tinha, verificando se já estavam curadas. Suavemente a cobriu com os cobertores de seda.

“Te vejo no baile amanhã à noite…”

E pulou a janela, sumindo na melancolia e escuridão daquela noite fria.

*Um agradecimento especial ao @Vinisims e à @Beyonce por terem avaliado o capítulo antes dele ser postado <3

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