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[Crônicas do History] Um Conto Sobre Amor


Celly
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Hello pessoas!~

Eu e @Housex orgulhosamente apresentamos pra vocês a nossa primeira série de fanfics: As Crônicas do History!

Isso nada mais é do que uma história fantástica onde Ernas é real e explica a nossa relação com ela. Agora a primeira fanfic lançada nesse universo e todas as minhas atualizações de status com aqueles mini contos vão começar a fazer sentido -q

Iremos postá-las em ordem sempre com [Crônicas do History] na frente do título para que vocês possam reconhecer e continuar lendo :3 

Recomendamos escutar a trilha sonora da série para maiores efeitos dramáticos.

Leiam também as outras fanfics desse enorme projeto:

Essa aqui se passa logo depois da "Um Conto Sobre Sentimentos"; quem leu o meu último continho na atualização de status já consegue saber mais ou menos o que vem por aí. Como o título já diz, ele está... Romântico. Well, enjoy!

Crônicas do History

Um Conto Sobre Amor

Spoiler

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- Housex… Você teve algo a ver com isso?

Ela estava desnorteada, com um sorriso bobo no rosto. Suas caudas se balançavam enquanto tentava, novamente, processar o que tinha acontecido.

- É… É lindo… Lindo demais… - E tocava o vestido vermelho com a maior delicadeza possível, ainda encantada com o que estava vendo.

- Eu não tenho nada a ver com isso! Olha, adoraria que tivesse, mas eu sei é de nada. - A Elfa respondeu enquanto segurava uma risada. A amiga estava simplesmente mesmerizada com o vestido da sua cor predileta. - Mas a tua cara tá ó! Uma beleza! Mais pateta impossível. - Ambas caíram na risada.

- Você viu o bilhete…? - Seu rosto ruborizou enquanto alisava a saia vermelha, querendo tirar qualquer resquício de dobradura dela. - Acha que foi o…? - Não terminou a frase. Não precisava terminar.

- Não acho. Tenho certeza, quem mais seria o teu rei? Aliás, nem precisava do vestido né? Tava tão na cara. E realmente, tu vai ficar uma verdadeira rainha nele.

O baile anual de Canaban era um evento de gala para celebrar os momentos de paz e alegria do reino, todos eram convidados e se vestiam da melhor maneira possível, obviamente certos visuais roubavam a cena. A Elfa havia se planejado para a festa, iria com um vestido preto e branco todo rendado, simples, porém elegante. Entretanto, o presente da amiga fazia com que a sua vestimenta não passasse de uma simples cobertura corporal.

- Mas… Housex, eu nunca fui em um baile. - A Raposa encarou a outra, nervosa. - Nem sei como acontece… E a valsa! Ok, valsa eu sei dançar, mas só dancei uma vez… - Suspirou.

- Tudo que cê precisa saber é que ele vai estar lá e só isso que importa. O resto é resto. Nada mais vai fazer diferença. A tua única lembrança vai ser ele de qualquer jeito. E, sobre como acontece, filha, é só copiar os outros que sabem.

- Você vai estar lá também, né? - Encarou-a, deixando o vestido cuidadosamente em cima da cama. - Não vai sair de perto, né?

- A primeira parte eu posso prometer, já a segunda… - Deixou a frase no ar, para o desespero estampado no rosto da amiga.

- Não brinque com isso. - Resmungou. - Eu não sei como me portar em um baile! Esqueceu? Alô, raposa, floresta. Não existem bailes nas florestas! - Revirou os olhos. - No máximo os esquilos fazem uma festinha com nozes entre eles e só…

- Ah, mas é a mesma coisa que uma floresta. Vão ter os que ficam plantados feito árvores, os que ficam pulando de galho em galho, os que correm para as moitas… - E deu uma piscadela para a amiga. - Claro que não será o teu caso, afinal, cê é uma raposa de família.

- … Ei! - Ruborizou ainda mais e remexeu as orelhas. - V-Você por acaso sabe o que significa ir para a moita na floresta?! - Respirou fundo. - Eu, ir pra moita. Com ele. Até parece. - Escondeu o rosto.

- Ah, tá! Logo eu não vou saber. Mas, enfim, relaxa. Se ele te deu esse vestido é porque ele quer, e muito, que tu saiba que ele te ama. É tão óbvio, Celly! Acorda!

- Mas como? - Não sabia se permanecia sorrindo ou se mudava para uma expressão mais confusa. Definir o que estava sentindo nunca foi tão difícil. - Eu digo… O que ele viu em mim? Por quê? Não faz sentido.

- Ah! Isso realmente é um mistério! O que teria para ver em você? Alguém boa, carinhosa, companheira, honesta, fiel e que quando quer sabe ser mais delicada que uma flor? Inconcebível o motivo, chocada aqui.

A Raposa bufou, empurrando a outra pra fora da cama e rindo em seguida. A Elfa se deixou ser empurrada enquanto rolava rindo.

- Desculpe se sou insegura. Bem… O baile é daqui a exatamente três horas. - Começou a calcular. - Quanto tempo eu demoro pra tomar banho e arrumar o cabelo? Ehh… Preciso de uma maquiagem… E um batom vermelho… Housex, três horas é pouco tempo! - Entrou em pânico momentâneo.

- Eu não acho que seja pouco, mas se você continuar desesperada assim, vai faltar tempo mesmo. Primeiro, se acalme e relaxe. Sei lá, põe uma musiquinha com os sons da floresta para desestressar.

A Raposa a olhou de canto, uma leve risadinha deixou escapar, mas até que não era inteiramente uma má ideia.

- Enquanto isso, eu vou ir me arrumar e buscar ajuda. Porque vamos precisar. A roupa de rainha e o rei tu já tem, falta só os sapatos, acessórios, bolsa, maquiagem, etc, etc, etc... - E enquanto falava, caminhava em direção a porta e fazia um leve movimento com o braço que indicava continuidade, pelo jeito a lista era longa. - Certamente a Bey deve ter algum truque na manga para te ajudar. Ou será que eu peço para o Ente uns conselhos? - Saiu gargalhando corredor afora ainda escutando a última resposta da Game Master.

- Não se esqueça que você também precisa se arrumar! - Gritou para ela, rindo também enquanto corria para o banheiro. Precisava urgentemente de um banho, um bom shampoo e um perfume com cheiro de rosas.

Foram longas três horas de arrumações não só para as duas, como para o reino inteiro. O evento era importante por demais e a presença dos Guardiões não só era um ato de respeito como marcava a aliança deles com a família real para uma Ernas melhor e livre de perigos. Obviamente o castelo todo estava sendo adornado e preparado para receber tantas pessoas de uma só vez.

- Acabei! - Gritou a Raposa do banheiro, o tom de voz denunciando um misto de euforia com insegurança.

- Então vamo logo que a gente vai se atrasar e sabe quem mais se atrasa para bailes? Isso mesmo, a Cazeaje. - A Mascarada falou alegremente. Iria completar com mais uma piada, mas acabou parando. Ou melhor, foi parada. - UAU! E tu ainda me pergunta o que será que ele viu em ti?! Sério? Olha pra você! Cê não tá parecendo uma rainha, você é uma!

- Gostou mesmo? - Encarou a si mesma no espelho por alguns instantes. Sua expressão ainda denunciava um pouco de insegurança. - Obrigada… Você também está parecendo uma rainha com esse vestido. - E sorriu.

- Não. Eu tô parecendo a criada da rainha. Bonitinha, mas não deslumbrante. Cê vai ser a mais linda, tenho certeza. Aliás, o dia que cê não quiser mais nada com o Ninja, eu tô aqui, livre, leve e solta, viu?

- Housex! - Ela gargalhou, já caminhando para a porta. Ao encostar na maçaneta, parou repentinamente.

- Não que cê vai ficar parada aí, vamos Celly! Temos um baile todinho para nos divertir e por favor, depois de todas as batalhas que tivemos nos últimos tempos, ninguém mais em Ernas merece tanto quanto nós.

- Eu devo? - Encarou a Elfa. - Devo mesmo?

- E como deve! - A voz era firme, mas tinha um tom de amor por baixo dela. - E se precisar, em qualquer momento, eu vou estar lá, ok?

A de nove caudas nada disse em um primeiro momento, apenas encarou a outra com um sorriso.

- Tudo bem. - Respirou fundo. - Eu vou lá. Você também vai lá. - E abriu a porta, finalmente saindo do quarto.

- Então vai, né! - A Elfa falou enquanto empurrava a amiga, tanto física quanto emocionalmente.

- Já estou indo! Você não vem? - Riu a Raposa.

A Elfa olhou para a amiga e, mesmo com a máscara, a de nove caudas pode perceber o tom de desafio e insatisfação causado pela pergunta dela.

- Olha aqui, ó, eu vou é na tua frente!

- Agradeço muito se você for mesmo. - Suspirou.

- “Agradeço muito se você for mesmo”. - A menor repetiu baixinho em um tom de deboche misturado com um tom de decepção. O que mais queria era que a amiga visse a si própria como era percebida por todos ao seu redor: uma rainha e heroína, a quem ela, a Mascarada, tinha a honra de chamar de amiga. Saiu marchando com o seu vestido de rendas. Como o momento era solene e de grande importância, ela havia se escondido na máscara, então o seu rosto era de uma jogadora comum, apesar disso a cena acabou por ser cômica, afinal, ela estava dando passos quase que militares em trajes de gala. A Game Master limitou-se a rir baixinho.

Caminharam por algum tempo até chegarem finalmente na escada que dava acesso ao salão de festas. Lá de cima já dava pra ver tudo: o lugar estava lindamente decorado, com cortinas e demais detalhes em dourado, mesas bem arrumadas nos cantos e garçons andando por todos os lados servindo os convidados. As moças desfilavam com vestidos bem adornados e os rapazes, com trajes elegantes.

A Raposa hesitou por alguns instantes ao se deparar com aquela cena.

- Housex… Pode ir na frente? - Perguntou, tímida.

- Não! Não mesmo! Cê é muito cara de pau. Tu quer que eu vá na frente porque exatamente, hein madame? - Não parecia muito contente com a atitude da amiga.

- … Porque eu estou nervosa e te ter no meu campo de visão vai me deixar um pouquinho mais calma. - Suspirou.

A Elfa olhou para a Raposa, percebeu que ela estava levemente mais branca que o normal e que coçava involuntariamente os dedos. Nervosa era pouco. A grande e temida Game Master do History estava sentido o que provavelmente os hackers e infratores sentiam na sua presença: puro medo.

- Eu não deveria estar facilitando a tua vida, mas eu meio que tô em dívida contigo. Considere-a paga. - E saiu escada abaixo, rindo e cantarolando a canção que a banda tocava no momento. Seus passos eram leves, sua expressão de pura alegria. Talvez estivesse começando a compreender como boas ações feitas por bondade apenas criavam um ambiente como aquele: feliz.

A de nove caudas ainda hesitou mais um pouco antes de finalmente descer as escadas. Não muito longe dali, a mascarada notou a causa daquele nervosismo todo da outra.

- Aaaaaaaaa… Tá aí o motivo! Oi, Chefinho. - E caminhou casualmente em direção ao Ninja.

- Boa noite, Housex. - Respondeu ele, de maneira educada. Trajava um elegante fraque estilo medieval azul escuro com detalhes em branco, combinando com o resto do seu conjunto.

- O baile tá massa né?

- De certa forma sim. - Olhava para os lados discretamente.

- De certa forma? De qualquer maneira, Chefinho, se eu te contar que roubei o teu presente pra Celly e entreguei como se fosse você, cê não ia ficar chateado né? Ainda mais que ela tá usando ele e, olha lá! Que timing, hein? Parece até combinado, ela tá descendo as escadas agora mesmo! - Apontou na direção da escadaria.

- Eu sei que você fez isso, te vi fazendo, inclusive eu devia te agrade… - Não terminou a frase.

A Raposa descia as escadas com as orelhas abaixadas, vez ou outra olhando para os lados. Suas caudas estavam escondidas na saia do belíssimo vestido vermelho; seus cabelos estavam levemente encaracolados e tinham algumas presilhas vermelhas formando um penteado distinto. A saia brilhava com a luz dos lustres enquanto ela descia degrau por degrau, equilibrando-se nos saltos da mesma cor do vestido. Se o Ninja iria falar algo, não foi capaz nem de articular o pensamento, o que provavelmente foi a reação do salão inteiro. A de nove caudas estava deslumbrante.

- E aí? Ainda acha que o baile tá massa “em partes”? - A Moderadora perguntou enquanto dava uma leve cotovelada no Administrador, ainda parcialmente congelado pela beleza de sua amada. - E depois querem enganar que não se amam, ah tá! - Ao falar isso, se retirou em direção ao bar. Apesar de pequena, sabia exatamente como se divertir e divertir aos outros.

Ele encarou a Elfa por alguns segundos, sem conseguir respondê-la antes que ela se afastasse. Observou a Raposa naquele vestido por mais alguns momentos enquanto tomava coragem de ir lá falar com ela.

A moça percebeu que atraíra a atenção inteira do lugar para si, mesmo não querendo fazer isso. Alguns lordes e demais jogadores a cumprimentaram, gestos que ela retribuíra com educação; respirou fundo enquanto procurava com o olhar a Moderadora.

“Ela disse que não sairia de perto…”

- Celly?

Congelou. Reconhecia aquele cheiro e aquela voz em qualquer lugar.

- … Oi, Sake. - Respondeu com o melhor sorriso que conseguiu dar, ajeitando o cabelo com uma das mãos.

- Você está… Maravilhosa. - Ele sorriu de volta, aproximando-se e segurando uma das mãos dela sutilmente. Feito isso, a rodopiou devagar. Ao final da volta, pôs a mão suavemente sobre a cintura dela. - Eu simplesmente não posso acreditar nos meus olhos.

Ela mal sabia o que dizer ou como agir diante dele, recebendo aqueles elogios que pareciam ser tão sinceros. Sentiu o rosto esquentar sutilmente quando sentiu a sua mão na cintura, aproximando-os.

- Muito obrigada… Você também está maravilhoso. - Encarou-o nos olhos enquanto dizia. Ficaram daquele jeito durante alguns segundos até perceberem que estavam perto demais.

- … Desculpe. - Disse ele, soltando-a e dando um passo para trás.

- Eu é quem me desculpo. - E soltou uma leve risada, escutando-o rir também.

Segundos depois, a música parou de tocar e um homem mais velho porém não menos charmoso subiu ao palco, em frente ao microfone.

- Primeiramente eu gostaria de dar-lhes as boas vindas ao Baile Anual de Canaban, que esse ano celebra não só tempos de paz e prosperidade, como também a chegada dos heróis que possibilitaram essa alegria depois do caos total. Senhoras e Senhores, por favor, uma salva de palmas para os Guardiões!

Holofotes mágicos iluminaram cada um dos Guardiões presentes no salão, que foi imerso em palmas alegres por longos instantes.

- Agora, para iniciar a noite, gostaria de propor a vocês a clássica Valsa dos Reis, tradição em nossa cidade desde os anos mais antigos. Cavalheiros, convido-os a escolher uma dama para acompanhá-los nesta emocionante dança e se dirigir ao centro do salão. Não sejam tímidos e lembrem-se: a noite é uma criança. Obrigado pela presença de todos e divirtam-se!

O ancião retirou-se em meio a curtas palmas para si enquanto a banda começava a tocar. A luz ambiente diminuiu, fazendo juz à melodia que se iniciava. Em um canto do salão, a Elfa, que estava conversando animadamente com uma moça ruiva, pos o braço num claro convite para a dança. Ambas sorriram em consenso.

- Será que a Senhorita me concederia esta dança? - O Ninja estendeu uma das mãos enquanto a outra permanecia em suas costas, sorrindo como ela nunca o viu sorrir antes.

- … Mas é claro. - Retribuiu o sorriso, segurando a mão dele com delicadeza e se curvando em sinal de respeito. Juntos, acompanharam os outros casais para a pista de dança.

Lá, puseram-se em posição de valsa: ele segurava a sua cintura enquanto ela apoiava uma das mãos no seu ombro.

Algo aconteceu quando os dois olhares se encontraram naquela proximidade.

Começaram com passos lentos, praticamente tímidos, acompanhando a velocidade das outras pessoas. Entre trocas de olhares e sorrisos roubados, de repente foi como se apenas eles estivessem lá.

Ele a rodopiou uma vez, devagar.

Aproveitaram a calmaria do ritmo inicial para se aproximarem mais logo depois disso. Seus passos aos poucos foram ficando mais lentos; o rapaz aproximou os lábios do ouvido dela.

“So far…

We are…

So close…”

Ela o ouviu cantar junto, baixinho, para que ninguém mais o escutasse. Sorriu e deixou o queixo se apoiar no ombro dele por alguns instantes antes de se ajeitarem para a posição normal outra vez.

Então, a melodia agitou-se e os dois resolveram acompanhá-la a altura. Passos mais rápidos e mais rodopios acabaram chamando a atenção das outras pessoas ali presentes, que deram mais espaço para eles. Os holofotes os iluminaram no meio da multidão enquanto dançavam; o vestido vermelho certamente nunca brilhou tanto. E ambos faziam jus ao título daquela valsa, uma dança para reis.

Ele a segurou pela cintura e a ergueu, girando os dois por curtos segundos. Depois rodopiou com ela em mais uma sequência de passos sincronizados.

Parecia um conto de fadas.

Ainda em ritmo mais rápido, permaneceram dançando como antes, ambos com sorrisos aparentes no rosto. A cena parecia ter sido tirada de um livro.

Quando a música voltou a ficar lenta, acompanharam com passos mais lentos. Encararam-se profundamente, esquecendo-se mais uma vez das várias pessoas que agora apenas os assistiam. No salão havia somente um casal dançando.

“So close… So close…

And still…

So far…”

- Não mais… - Sussurrou ela, prendendo o olhar no dele enquanto escutava as melodias finais da canção.

Os rostos se aproximaram. As pontas dos narizes se tocaram.

Todos esperavam ansiosos por aquele momento.

Os lábios foram se aproximando até… Se tocarem.

-

O beijo era doce e intenso, apaixonado. Continha a carga acumulada de tanto tempo se amando de longe, nas entrelinhas, sem a coragem necessária para se declarar; mas nada mais importava naquele momento.

Ele a abraçou pela cintura enquanto ela apoiava os braços nos seus ombros, imersos naquilo por um bom tempo até separarem os lábios e olharem para os lados, percebendo que todos os assistiam. A salva de palmas calorosa e alegre foi inevitável. A Game Master pode ver a amiga, num canto mais afastado - discreto talvez? - do salão, acompanhada, batendo palmas vigorosamente; Ao encontrem olhares, a Moderadora fez um gesto como o de um arco e flecha sendo atirada e piscou para a amiga sorrindo, a rachadura estendeu-se por consideráveis centímetros para a desatenção da amaldiçoada pela mesma.

- E hoje, Senhoras e Senhores, o cupido nos agraciou com esta cena maravilhosa, onde o amor se provou puro e verdadeiro. - O ancião de antes, com o microfone na mão, caminhava na direção do casal com um sorriso enigmático no rosto. - A magia do amor é a mais poderosa entre os feitiços, há magos que dizem que o seu poder é capaz de reverter qualquer maldição. E hoje, aqui e agora, pudemos entender bem o por quê.

Os dois mantiveram-se abraçados, impressionados com as palavras do homem e com toda a situação em si.

- Eis mais uma prova de que os Guardiões são os nossos salvadores: trouxeram junto deles a forma mais pura e inocente de amar. - Focou o seu olhar no Ninja. - Acho que você deve ter algo a dizer para a dama mais bonita do baile, algo muito importante.

Todos o observaram enquanto o homem lhe entregava o microfone. Ele o segurou, ainda um pouco tímido, enquanto encarava a Raposa.

- Eu… Realmente não sei o que dizer… Porque não existe palavra no mundo que seja grandiosa o suficiente pra expressar… O que eu sinto pela mulher da minha vida.

Ela cobriu a boca e o nariz com as mãos enquanto segurava as lágrimas de alegria que teimavam em descer. A multidão foi à loucura enquanto o rapaz devolvia o microfone para o ancião e a abraçava com todo o carinho que queria ter dado a ela desde o início.

- Este, Senhoras e Senhores... - Continuou, com um sorriso mais alegre. - É um homem de caráter que ama verdadeiramente. E esta, uma linda moça que merece todo esse amor. Vamos celebrar o amor! Ele certamente é a coisa mais pura que vocês encontrarão daqui a dez, cem ou mil anos. - E caminhou para os fundos do palco. - Bem, o baile tem que continuar! Não atrapalhem o casal de Guardiões, eles vão precisar de um momento a sós. Tenham uma boa noite!

E em meio a mais palmas, os dois saíram do centro das atenções enquanto outra música começava a tocar. Resolveram ir para um canto mais particular, onde pudessem dizer um ao outro tudo o que esteve preso na garganta por tanto tempo.

Essa é a melhor lembrança que tanto a Raposa como o Ninja têm de Ernas.

 

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Nunca li uma fanfic, contudo essa me teve atenção. Gostei de como levam o texto, comentários, jogado de palavras - talvez porque nunca li uma, e deve ser assim a forma correta de fazer -, e afins. Terei que ler então desde o começo, mas só essa me tirou um bom tempo e valeu a pena. Vocês levam bastante bem para fazer isso.

--

Que conto! Aliás, muito bem produzido. A parte que mais fiquei fixado - lendo três vezes - foi o final, que lindos. Eu curto bastante esse tipo de conto, assim como outros gêneros.

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ATÉ QUE ENFIM MEU DEUS EU NÃO AGUENTAVA MAISSSSS ESSE VAI-NÃO VAI AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA n

Cáp ficou super fofo, also, "Em um canto do salão, a Elfa, que estava conversando animadamente com uma moça ruiva" AHOAHEOWHEAORHQOHEA socorro <
Ah, e vocês definitivamente conseguiram manter o narrador neutro entre os seus estilos de escrita, congrats!~ ♡

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Esse foi o capítulo que eu mais amei escrever, sério.
Eu me diverti muito escrevendo o conto pós resgate, mas esse foi o melhor de todos definitivamente, em tantos aspectos.
Espero que vocês gostem dele como nós duas gostamos.
E sim, Vini, óbvio que eu ia comentar algo :3

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Eu sou a ruiva q
Vocês duas são incríveis.

Eu adorei inúmeras partes do conto e a forma como vocês as descreveram foi a melhor coisa.

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  • 8 months later...

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